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Dólar cai ao menor valor em 22 meses e Bolsa alcança novo recorde

O GLOBO | Confira as principais notícias do Brasil e do mundo April 8, 2026
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As Bolsas globais viveram um dia de valorização firme diante da queda brusca do barril do petróleo, motivada pelo cessar-fogo no conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã, anunciado ontem pelo presidente americano Donald Trump. O recuo do principal direcionador das últimas semanas aliviou a perspectiva de inflação futura, refletindo na previsão de juros menores nas principais economias do mundo. Juros altos, bets e vários cartões de crédito: brasileiros contam como as dívidas não param de crescer Banco liquidado: FGC anuncia pagamento de R$ 6 bilhões a 312 mil clientes do Will Bank No Brasil, o principal índice da Bolsa encerrou o dia em uma nova máxima histórica, em número preliminar de 192 mil pontos, enquanto o dólar cedeu 1%, caindo ao menor nível desde maio de 2024, aos R$ 5,10. O barril do Brent para junho caiu 13,28%, aos US$ 94,75, enquanto o WTI, principal referência americana do óleo, despencou 16,41%, aos US$ 94,41. — Um dos principais drivers (direcionadores) de piora dos mercado eram as curvas (de juros) abrindo, com medo do impacto inflacionário da alta do petróleo, de fertilizantes e insumos. E isso contamina as expectativas de inflação. E hoje tivemos esse movimento de descompressão — avalia Felipe Garcia, chefe da mesa de câmbio do C6 Bank, sobre o recuo na previsão dos juros e do câmbio. A previsão de juros menores foi um dos fatores que contribuiu com a valorização firme do índice brasileiro nesta quarta-feira, avalia Alexandre Sant’Anna, gerente de renda variável da ARX Investimentos: — Nos dois primeiros meses do ano tivemos uma reprodução do ano passado: dólar fraco, expectativa de queda de juros nos Estados Unidos, mercados emergentes se beneficiando de fluxos saindo dos EUA e expectativa de queda de juros também no Brasil. E, agora, essas premissas se mantêm — afirma ele. Initial plugin text Para Sant’Anna, o país possui pouca exposição de empresas de tecnologia na Bolsa e mais ligadas à commodities, fator que atrai o investidor internacional diante da redução da exposição às companhias ligadas à corrida da inteligência artificial no exterior. O último recorde do índice — o 14º nível recorde somente em 2026 — havia sido alcançado em 24 de fevereiro, antes do conflito eclodir. Antes da Guerra, o mercado estimava a Taxa Selic em 12% no fim do ano. Juros menores são positivos para investimentos em renda variável, já que diminuem o endividamento das empresas e tendem a refletir em aumento de consumo dos produtos e serviços das companhias, melhorando seus resultados. — As empresas brasileiras têm apresentado crescimento de lucro de dois dígitos, e a queda (de juros) alivia as despesas financeiras da companhia, o que contribui com crescimento dos lucros — diz Sant’Anna. Presidente interino da CVM: Banco Central tenta 'ficar melhor na foto’, diz João Accioly sobre regulação de fundos de investimento Para Garcia, do C6, declarações do diretor de política monetária do Banco Central, Nilton David, mais cedo, de que o BC possui “gordura” para seguir em seu ciclo de corte dos juros, contribuíram no alívio das taxas de juros negociadas no mercado. Dólar a R$ 5,10 O aumento do apetite global a ativos de maior risco fez o dólar registrar desvalorização frente a 31 das moedas mais negociadas em todo o mundo. Na mínima do dia, a moeda alcançou os R$ 5,06. Ainda assim, o real foi uma das moedas que menos aproveitou as notícias de alívio nas tensões no exterior nesta quarta-feira na comparação com pares emergentes. Frente o peso mexicano, por exemplo, o dólar cedeu 1,4%, enquanto, frente o rand, da África do Sul, cedeu 2,1%. Para Álvaro Frasson, estrategista macro do BTG Pactual, o desempenho comportado do real durante as últimas semanas veio do ingresso de investidores internacionais, que seguiram em direção ao Brasil mesmo diante das adversidades geopolíticas e da diminuição do apetite ao risco. O fluxo de compra de petróleo também contribuiu com o desempenho da moeda: — O real já vinha em boa performance nessa somatória de que o investidor externo busca uma rotação de investimento para ativos mais tradicionais. Fora o fato de que estávamos em um ambiente mais tenso geopoliticamente e os mercados latinos viraram esse “safe advantage” (vantagem segura) de commodities — disse Frasson, que vê o beneficiamento do real por conta da grande participação do petróleo na balança comercial brasileira.

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