{
  "$type": "site.standard.document",
  "bskyPostRef": {
    "cid": "bafyreife7z4gerdsu2od273vw72cnxycnlwdx27g7uq2wc2oafggid67ga",
    "uri": "at://did:plc:jyxhsywpmmdp5j2fxziceuc7/app.bsky.feed.post/3mixhswsstcg2"
  },
  "coverImage": {
    "$type": "blob",
    "ref": {
      "$link": "bafkreifqe4zrv3dqiwrzcb2vvkpiw5qmohkofr5p6aownogesmg2f2xru4"
    },
    "mimeType": "image/jpeg",
    "size": 29522
  },
  "path": "/cultura/martha-batalha/coluna/2026/04/dicionario-de-palavras-mortas.ghtml",
  "publishedAt": "2026-04-08T03:30:33.000Z",
  "site": "https://oglobo.globo.com",
  "tags": [
    "O Globo"
  ],
  "textContent": "Se eu fosse escrever um romance de fantasia passando-se em Copacabana, colocaria um portal para outro mundo numa esquina da Leopoldo Miguez. O guardião seria um empalhador de cadeira trabalhando a céu aberto, ao lado de uma banca de jornal abandonada. Na banca, um freezer da Coca-Cola quebrado, revistas Playboy dos anos 1990, títulos obsoletos sobre dieta e tarô, enciclopédias de capa dura com volumes faltando. Vem pela rua a protagonista. Ela vasculha a banca e, com as mãos grossas de sujeira, encontra no fundo de uma pilha um estranho livro: “Pequeno Dicionário da Arte Poética”, de Geir Campos, publicado em 1960 pela editora Conquista. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.",
  "title": "Dicionário de palavras mortas"
}