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  "textContent": "\nManifestantes estão formando correntes humanas ao longo de pontes e ao redor de usinas elétricas em todo o Irã nesta terça-feira, horas antes do fim do prazo do ultimato dado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, para que a República Islâmica ceda a um acordo de cessar-fogo imediato ou reabra de forma unilateral o Estreito de Ormuz, sob ameaça de ataques abrangentes contra infraestruturas civis. O prazo final para cumprimento do ultimato de Trump se encerra às 21h (em Brasília) desta terça. Prazo final: Trump ameaça Irã e diz que 'uma civilização inteira vai morrer esta noite' caso não haja acordo Ilha Kharg: Irã denuncia ataques contra polo estratégico do setor petrolífero horas antes de fim do ultimato de Trump As mobilizações foram registradas em vídeos e fotos por agências de notícias iranianas. Não está claro se os protestos são espontâneos ou planejados, uma vez que o governo iraniano tem organizado manifestações em apoio à resistência do país ao longo da guerra — e reprimido focos de resistência ao regime. Initial plugin text Em muitas das imagens, populares agitam bandeiras da República Islâmica ou exibem cartazes do aiatolá Ali Khamenei, o ex-líder supremo, morto no primeiro dia de guerra em um bombardeio. Em Kermanshah, no oeste do país, fotografias da agência de notícias semioficial Mehr mostram manifestantes em frente a uma usina elétrica carregando uma faixa com os dizeres: \"Ataques à infraestrutura elétrica são considerados crimes de guerra\". Initial plugin text Especialistas em direito internacional revelaram temores de que as ações descritas por Trump nos últimos dias resultem no cometimento de crimes de guerra. Lideranças de aliados tradicionais dos EUA, como na União Europeia, expressaram preocupações similares e declararam contrariedade a ações contra instalações civis. No norte do Irã, manifestantes em frente à usina de Semnan gritavam \"Morte à América. Morte a Israel\", segundo um vídeo publicado pelo jornal reformista Shargh. Ainda de acordo com a agência Mehr, também foi registrada uma mobilização na White Bridge, em Ahvaz, no sul do país, em meio às ameaças crescentes de EUA e Israel — as Forças Armadas israelenses anunciaram ter explodido oito pontes em território iraniano nesta terça, enquanto o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu disse que ferrovias e pontes no Irã \"usadas pela Guarda Revolucionária\" foram atingidas, prometendo atacar com força crescente. Initial plugin text Trump renovou as ameaças ao Irã nesta terça-feira, um dia após dizer que o país poderia ser destruído por inteiro em uma única noite. Em uma publicação na rede social Truth Social, o republicano disse que \"uma civilização inteira vai morrer esta noite, para nunca mais ser recuperada\", em uma referência a falta de acordo para uma interrupção do conflito. As negociações entre o Irã e os EUA têm sido mediadas pelo Paquistão e outros aliados regionais, que propuseram um cessar-fogo de 45 dias. Na segunda-feira, o Irã entregou aos Estados Unidos e a Israel um plano separado de 10 pontos para encerrar a guerra, segundo a mídia estatal iraniana, mas parece improvável que ele resolva as principais divergências entre as partes antes do prazo estipulado por Trump. O embaixador iraniano no Paquistão, Reza Amiri Moghadam, afirmou que as negociações se aproximam de \"uma etapa crítica\". Expectativa na espera Embora o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, tenha afirmado na manhã desta terça-feira que mais de 14 milhões de iranianos se declararam \"prontos para sacrificar suas vidas em defesa do Irã\", como parte de uma campanha para manter a unidade nacional em meio às pressões externas, os relatos de civis que chegam do país por meio de agências internacionais revelam sentimentos entre a descrença e o medo. — Estou aterrorizada e todo mundo neste país deveria estar também — disse à AFP Metanat, uma estudante de 27 anos que afirma ter perdido uma colega de turma em um ataque americano-israelense. — Alguns ironizam Trump e suas ameaças, mas isto é uma guerra e não tem nada de engraçado. Morteza Hamidi, um aposentado de 62 anos, disse sentir \"tristeza e pessimismo com o futuro do Irã\", mas minimizou o novo ultimato de Trump. À agência de notícias francesa, a idosa declarou que o republicano \"mudou as datas tantas vezes que já estamos insensíveis às ameaças\". Mohsen Borhani, professor de direito na Universidade de Teerã, disse ao New York Times que, ao ler as ameaças de Trump contra o governo iraniano — que o presidente americano chamou de \"desgraçados malucos\" — seu primeiro pensamento foi sobre os pais fundadores dos EUA. Em particular, ele pensou nos escritos de Thomas Jefferson, \"e nos valores que a América deveria seguir\". — Também pensei sobre a ordem global estabelecida após a Segunda Guerra Mundial, centrada na Organização das Nações Unidas e moldada sob a liderança de [Franklin D.] Roosevelt. E me perguntei, como é possível um presidente dos EUA minar e desacreditar todos os valores americanos e 250 anos de legado humano? — afirmou Borhani, um conhecido comentarista político no Irã, acrescentado julgar como uma \"falsa suposição\" a de que pressão militar seria suficiente pora forçar os governantes clericais autoritários do Irã a se renderem. (Com NYT e AFP) *Matéria em atualização",
  "title": "Iranianos formam correntes humanas em torno de pontes e centrais elétricas horas antes de fim de ultimato de Trump; veja fotos e vídeos"
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