Karoline Vitto estreia no Brasil no Rio Fashion Week com discurso a favor da diversidade de corpos
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April 6, 2026
Radicada em Londres há uma década, onde lançou sua marca homônima, a catarinense Karoline Vitto diz que suas roupas abusadas, que revelam a beleza de “curvas e dobras”, encontram o cenário perfeito para brilharem na Cidade Maravilhosa. Disposta a nadar contra a corrente dos corpos magérrimos de Ozenpic e Mounjaro, a estilista fará sua estreia nas passarelas brasileiras no dia 17 de abril, na primeira edição do Rio Fashion Week. “Quero narrar histórias importantes da nossa trajetória, revirar arquivos, sem deixar de olhar para a frente. De alguma maneira, vamos falar sobre raízes. É muito bom estar em casa”, diz a designer. “Será um desfile de diferentes shapes.” A top americana Ashley Graham é uma entusiasta do trabalho Divulgação Para o consultor de imagem Arlindo Grund, a diversidade de corpos nunca foi tendência nas criações de Karoline: “É uma realidade, seu DNA. Ela acolhe, valoriza e potencializa o que cada mulher tem de único. É sobre caimento, conforto, identidade e, acima de tudo, respeito. Porque moda de verdade não limita, não exclui. Estilo não tem tamanho, tem atitude”, afirma ele. De olho no mercado, a catarinense, que veste manequim 46, afirma que houve um momento de esperança de evolução logo depois do auge da pandemia, porém o clima já não é o mesmo. “A indústria está novamente obcecada por tamanhos pequenos”, observa. Cinco anos atrás, ao despontar na indústria, Karoline mergulhou no estudo das formas; estava exausta de nunca encontrar nada que caísse bem no seu corpo. “Sou a nerd da modelagem. Só descanso depois de ter certeza de que a peça funcionará em formas variadas”, avisa a criadora, que passou a produzir no Brasil há cerca de um ano e meio. “Uso matéria-prima nacional, assim como a mão de obra. Em Londres, fica o ateliê, onde fabricamos os looks de passarela (aliás, a etiqueta é destaque no fashion week da capital inglesa). Nossa moda tem a coisa do toque, da pele em evidência. É a mistura do calor com o sexy. Mais Rio, impossível.”
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