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Ainda dá para o Paquetá? Meia tem contagem regressiva para crescer no Flamengo e convencer Ancelotti a levá-lo à Copa do Mundo

O GLOBO | Confira as principais notícias do Brasil e do mundo April 5, 2026
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O Flamengo recebe o Santos, às 17h30, no Maracanã, precisando vencer para virar a página na má impressão deixada com a derrota para o Bragantino, no meio da semana. E o caminho para este triunfo pode passar pelos pés de um jogador que também busca a sua reviravolta particular. Lucas Paquetá entra na reta final de ciclo preparatório para a Copa do Mundo com a missão de não deixar uma vaga que já foi dada como certa escorrer pelas mãos. Para isso, vai precisar brilhar nos jogos restantes até a convocação, em 18 de maio. A volta ao Flamengo no começo do ano foi justamente uma tentativa de recuperar o nível de seu futebol. Inocentado da acusação de ter forçado um cartão amarelo, pelo West Ham-ING, para favorecer apostadores, o brasileiro veio atrás de acolhimento no clube que o revelou e na torcida com a qual sempre foi identificado. Só que o começo não foi como esperava. O camisa 20 já se deparou com o período de instabilidade que resultou na demissão de Filipe Luís. Só viria a ter sua primeira grande atuação sob o comando de Leonardo Jardim, na vitória sobre o Cruzeiro. Só que, nisso, o técnico da seleção Carlo Ancelotti já estava à beira da convocação. Decidiu dar uma chance a Danilo, do Botafogo, que aproveitou. Agora, Paquetá tem 13 jogos para se firmar no Flamengo e convencer Ancelotti de que vale a pena levá-lo à Copa. Neste percurso, terá alguns dos chamados jogos “grandes” pela frente, como o Fla-Flu do próximo sábado e os duelos com Atlético-MG, dia 26; Vasco (3 de maio) e Grêmio (10 de maio), além dos confrontos da fase de grupos da Libertadores — principalmente contra o Estudiantes-ARG (dia 29). Que Paquetá tem muito a acrescentar no Flamengo, parece não haver dúvidas. A questão é se ainda cabe na seleção de Ancelotti. Para o colunista do GLOBO Carlos Eduardo Mansur, o sucesso de Danilo não fecha as portas da seleção. — As convocações sempre tiveram uma estrutura de dois camisas 5, dois 8 e um com característica mais ofensiva. Vinha sendo o Paquetá e, nesta última, foi o Sara. A minha dúvida é se o Danilo vai como meia mais ofensivo ou competindo com o Andrey Santos. Se for assim, aí a briga do Paqueta é com o Sara. Um das principais características de Paquetá é sua polivalência. Já atuou como oito, mais aberto pelos lados e até de centroavante. Nos planos de Jardim, é um meia que atua por dentro. É como tem jogado no Flamengo nas últimas partidas. Uma função não tão vista nas equipes de Ancelotti. — O Ancelotti gosta muito de um jogador de chegada. Era o caso do Bellingham no Real Madrid, que é um meia mais criativo, mas ele colocava mais atrás. O Thouámeni também tem essa pegada, o Valverde. Ele (Ancelotti) não gosta daquele camisa 10. Inclusive adaptou o James Rodrigues para outra função — lembrou o jornalista Leonardo Miranda, responsável pelo blog Painel Tático, do site Ge, que apesar disso vê na polivalência o trunfo de Paquetá: — É um jogador que dá muitas possibilidades e, dentro das poucas vagas restantes, para mim é uma certeza para o Ancelotti. Justamente por poder jogar de falso nove, de meia, de ponta, de volante... Neste momento e que as portas estão prestes a se fechar, a briga pelas vagas finais na Copa promete ser jogo a jogo. E um dos concorrentes de Paquetá é justamente Neymar. Só que o duelo frente a frente não irá ocorrer, já que o camisa 10 do Santos está suspenso.

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