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  "textContent": "\nClica aqui pra me seguir no Instagram Lançada pela Netflix há pouco menos de um mês, “Emergência radioativa” rapidamente alcançou o topo das listas das séries mais vistas da plataforma pelo mundo. Com motivos. Criada por Gustavo Lipsztein (leia aqui sobre ele), a produção da Gullane é resultado de uma feliz combinação: trata-se de um bom roteiro, levado pela direção competente de Fernando Coimbra, e com um elenco de primeiríssima, encabeçado por Johnny Massaro (leia mais sobre ele aqui), um dos maiores talentos da sua geração. São cinco episódios consistentes e cativantes. Ana Costa e Bukassa Kabengele 'Emergência Radioativa' Netflix A trama reconta uma triste passagem histórica. Ela é triste, marcante e recente o suficiente para ainda estar na memória de grande parte do público. Aliás, me corrijo aqui: “passagem” não é o termo ideal para falar do Césio-137, a substância que contaminou Goiânia em 1987. A tragédia nunca “passou”. Seus efeitos deletérios são de cauda longa e até hoje afetam muita gente. O enredo começa com dois catadores de lixo achando uma cápsula de chumbo nas ruínas de um hospital abandonado. O objeto era parte do equipamento de radioterapia usado no tratamento de câncer. Dentro dele, havia um pó azul e fosforescente. Os garotos vendem o objeto para o dono de um ferro-velho. Sem imaginar o perigo que aquilo representava e encantado com seu brilho, Evenildo (Bukassa Kabengele, ator maravilhoso) espalhou o césio entre os familiares — os irmãos, João (Alan Rocha) e Darlei (William Costa), e a cunhada, Catarina (Marina Merlino). Até que sua mulher, Antônia (Ana Costa), com febre, mal-estar, feridas na pele e queda de cabelo, desconfia da origem do problema e procura a Vigilância Sanitária. É essa iniciativa que faz a narrativa disparar. Paulo Gorgullho em 'Emergência radioativa' Netflix Em outra ponta, acompanhamos o jovem físico nuclear Márcio (Massaro). Ele está na cidade de visita, com a mulher grávida (Júlia Portes), e se vê diretamente envolvido no caso. Atua ao lado do dr. Beny Orenstein (Paulo Gorgulho) e das autoridades de Goiás (o governador/Tuca Andrada, entre outros) para debelar a crise. O enredo abre uma outra frente e mostra o idealismo dos médicos que se arriscaram para salvar vidas em condições precárias. “Emergência radioativa” mistura fatos a ficção. Muitos dos personagens são só inspirados em figuras reais e receberam outros nomes. A história é contada de forma linear e em ordem cronológica, com muita clareza e didatismo quando o assunto é muito técnico. 'Emergência Radioativa' Divulgação O elenco é todo de talentos e imprime a carga e a verdade que a série exige. Johnny Massaro, Bukassa Kabengele, Paulo Gorgulho, Ana Costa, Emílio de Mello e Alan Rocha emocionam. A menina de 6 anos que faz Celeste, Mari Lauredo, reflete apenas um dos muitos acertos da condução de Coimbra. Finalmente, destaco a direção de arte, um trabalho de bastidor realizado por Marcos Pedroso com sensibilidade. É uma das forças que ajudam a carregar o público para aquele tempo e aquela tragédia.",
  "title": "'Emergência radioativa', na Netflix: elenco brilha em série nacional que retrata tragédia histórica"
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