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Menopausa: Efeitos na pele ainda são desconhecidos por metade das mulheres, revela pesquisa

O GLOBO | Confira as principais notícias do Brasil e do mundo April 4, 2026
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Além dos inúmeros efeitos amplamente conhecidos da menopausa, essa fase também tem um profundo impacto na aparência e saúde da pele, ainda desconhecido por muitas mulheres. Segundo pesquisa da Galderma, divulgada em janeiro, 50% do público feminino só faz essa descoberta quando eles aparecem “Na menopausa, há uma diminuição importante de estrogênio e progesterona. A consequência é o afinamento da espessura do tecido cutâneo e a diminuição das fibras de elastina e colágeno. O resultado é uma pele mais fina, enrugada e flácida”, diz a dermatologista Paola Pomerantzeff, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. “Geralmente, surgem ainda na perimenopausa, fase de transição que antecede a menopausa e pode começar já por volta dos 40 anos. E há um impacto profundo na autoestima, especialmente quando a mulher não sabe o que esperar”, complementa Patricia Magier, ginecologista com especialização em Medicina Integrativa e Funcional. Os pesquisadores entrevistaram mais de 4300 mulheres no climatério, com idades entre 45 e 60 anos, de países como Brasil, Estados Unidos, Alemanha, Reino Unido, Emirados Árabes, Arábia Saudita, Egito, China e Tailândia. As principais mudanças relatadas pelas mulheres incluíram rugas e linhas de expressão, diminuição da firmeza e elasticidade da pele, maior ressecamento e perda de viço tanto na face quanto no corpo. “O surgimento dessas alterações é especialmente perceptível no início da menopausa, pois, apesar do envelhecimento ser gradual, há uma queda acentuada da produção de colágeno durante esse período. Estima-se que a mulher possa perder até cerca de 30% do colágeno nos primeiros anos de climatério, o que impacta diretamente a espessura, a sustentação, a hidratação e a qualidade geral da pele”, explica a médica. E os efeitos vão além da estética, prejudicando diretamente o bem-estar e a autoestima dessas mulheres. De acordo com o levantamento, 60% das mulheres afirmaram que essas alterações as fazem sentir menos atraentes, enquanto 57% relataram aumento da ansiedade. Além disso, 55% disseram se sentir menos confiantes e 46% apontaram uma redução na vontade de socializar. “Essas são sensações muito relatadas pelas mulheres no consultório. E como mostra o estudo, muitas mulheres não foram preparadas para entender essas transformações como parte de um processo natural. Então, quando essas mudanças acontecem simultaneamente com outras consequências da menopausa, a mulher pode sentir que perdeu o controle sobre o próprio corpo, o que impacta profundamente a autoestima”, diz a Patrícia Magier. “E o espelho acaba refletindo não apenas a imagem física, mas também o cansaço, a sobrecarga emocional e a falta de tempo para si mesma, algo frequente nessa fase da vida. Além disso, há uma cobrança interna e social para que a mulher continue com a mesma aparência, energia e desempenho de anos anteriores. Quando isso não acontece, surge a sensação de estranhamento e de perda da própria identidade, como se ela não se reconhecesse mais naquele corpo”, acrescenta ela. 'O espelho acaba refletindo não apenas a imagem física, mas também o cansaço, a sobrecarga emocional e a falta de tempo para si mesma, algo frequente nessa fase da vida', destaca especialista Freepik A pesquisa também mostrou que 49% das mulheres apostam em tratamentos estéticos como forma de correção das alterações cutâneas associadas à menopausa, enquanto apenas 26% recorrem a essas abordagens com foco preventivo. Mas mais de 60% afirmam que teriam adotado estratégias diferentes caso tivessem tido acesso a essas informações com antecedência, reforçando a importância da conscientização e da abordagem preventiva. “Esse cenário pode ser explicado pelo fato de que muitas só passam a compreender o impacto da menopausa na pele quando já estão vivenciando essa fase, o que reduz a janela para intervenções precoces”, diz Patrícia. Ela ressalta ainda que os tratamentos estéticos devem fazer parte de um contexto mais de tratamento. “Não basta apenas tratar o sintoma, é preciso agir na causa do problema, com o objetivo não apenas de restaurar a aparência, mas também de devolver autoestima, qualidade de vida e bem-estar a essas mulheres. Então é recomendada uma abordagem global que pode envolver terapia de reposição hormonal, acompanhamento psicológico, ajustes no sono e na alimentação, prática de atividade física e suplementação”, destaca. Pensando especificamente na pele, é interessante investir em produtos formulados com ativos que ajudam a combater a desidratação e a perda de elasticidade características dessa fase, atuando na revitalização, hidratação e proteção da pele. “Vale investir em ativos como o Alistin, um poderoso antioxidante que impede a degradação do colágeno, e o Densiskin, que forma um filme sobre a pele e atua na retexturização do relevo cutâneo, além de estimular a síntese de elementos importantes para a pele, o que contribui com a redução de linhas de expressão”, comenta a farmacêutica Maria Eugênia Ayres, gestora farma da Biotec. Além da hidratação e do uso de antioxidantes, é fundamental também apostar na fotoproteção, com produtos que ofereçam proteção prolongada e benefícios adicionar, como o Pure C FPS 50, um protetor solar clareador que une fotoproteção de amplo espectro e sérum de Vitamina C em um só produto. “O Pure C FPS 50 garante altíssima proteção solar por 12 horas sem reaplicação enquanto oferece poderosa capacidade antioxidante para prevenir e combater rugas, manchas, melasma e flacidez, assim tornando a pele iluminada, uniforme e rejuvenescida”, explica o farmacêutico Dr. Maurizio Pupo, especialista em cosmetologia e CEO da Ada Tina. É interessante apostar nos procedimentos que estimulam a produção de novas fibras de colágeno, como os bioestimuladores injetáveis e o ultrassom microfocado, segundo Paola Pomerantzeff Freepik Também é interessante apostar nos procedimentos que estimulam a produção de novas fibras de colágeno, como os bioestimuladores injetáveis e o ultrassom microfocado, segundo Paola Pomerantzeff. Uma novidade é o Volnewmer, uma radiofrequência monopolar que estimula e reorganiza as fibras de colágeno, segundo a dermatologista. “Com isso, o procedimento consegue melhorar a textura da pele, dar viço e reduzir sinais de envelhecimento. Ele também promove a ‘redensificação’ da pele, com melhora da espessura do tecido cutâneo, que sofre com afinamento devido ao processo natural de envelhecimento”. Além dos procedimentos e cuidados tópicos, a suplementação pode ser importante para melhorar a qualidade da pele e aumentar a resposta dos tratamentos estéticos. “O Exsynutriment, composto por silanol estabilizado em colágeno marinho, repõe o silício biologicamente ativo, essencial à firmeza e à hidratação tecidual. Quando associado ao Glycoxil, que impede e reverte os danos que o excesso de açúcar causa ao colágeno, temos uma ação completa para estímulo e proteção dessa proteína de sustentação”, destaca a nutricionista Cida Mariosa, executiva do Núcleo de Nutrição da Biotec. Por fim, Patrícia Magier reforça a importância de conscientizar as mulheres desde cedo sobre os impactos da menopausa não apenas na pele, mas em todo o organismo. “Informação de qualidade, acompanhamento médico adequado e hábitos consistentes fazem toda a diferença. Quando a mulher entende o que está acontecendo com o corpo e que precisa de novos cuidados, ela deixa de se sentir perdida e culpada e passa a viver essa fase com mais clareza, confiança e autonomia. Com orientação adequada, é possível oferecer um tratamento eficaz, seguro e personalizado para aliviar sintomas, melhorar qualidade de vida e prevenir doenças”, finaliza a ginecologista.

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