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Casa Branca solicita orçamento de defesa de US$ 1,5 trilhão em meio à guerra com o Irã

O GLOBO | Confira as principais notícias do Brasil e do mundo April 3, 2026
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A Casa Branca enviou ao Congresso, nesta sexta-feira, uma proposta de orçamento de Defesa de US$ 1,5 trilhão para 2027, em meio a despesas significativas enfrentadas pelos Estados Unidos devido à guerra com o Irã. Se aprovado, o gasto militar aumentará de US$ 1 trilhão em 2026 para US$ 1,5 trilhão em 2027, de acordo com o documento enviado ao Congresso. Este seria o maior aumento desde a Segunda Guerra Mundial, segundo a imprensa americana, e representaria 42% no orçamento geral do Pentágono. No front: Kuwait acusa o Irã de atacar usina de dessalinização e refinaria de petróleo; Teerã nega e culpa Israel Na diáspora: Iranianos se dividem sobre a guerra no Oriente Médio: 'Não era isso que queríamos' O pedido acontece em meio a demissões no Pentágono. Na noite de quinta-feira, o chefe do Estado-Maior do Exército, Randy George, foi afastado do cargo após um pedido feito pelo secretário de Defesa, Pete Hegseth. A decisão não foi justificada por Hegseth, que em pouco mais de um ano no cargo tenta remodelar a imagem das Forças Armadas, eliminando um número considerável de oficiais de alta patente no processo. Segundo o documento enviado ao Congresso, os gastos não militares diminuiriam em 10% (aproximadamente US$ 73 bilhões) por meio da "redução ou eliminação de programas progressistas, politizados e dispendiosos". Os Estados Unidos têm, de longe, o maior orçamento de defesa do mundo. Initial plugin text Não se espera que o Departamento de Defesa divulgue os detalhes de sua proposta orçamentária antes do final de março, mas a proposta poderá estabelecer um quadro fiscal que adicione trilhões de dólares à crescente dívida federal na próxima década, caso seja aprovada pelo Congresso. Ao preparar a divulgação da proposta, o presidente e seus assessores enfatizaram a urgência de aumentar os gastos com defesa, destacando a necessidade de reabastecer os estoques de armas e outros recursos militares devido à guerra no Irã. Sob a sombra da guerra: Papa Leão XIV celebra sua primeira Páscoa Pouco mais de um mês após o início da guerra no Oriente Médio, os Estados Unidos têm obstáculos claros para enfrentar antes de encerrar a operação militar contra o Irã no Golfo Pérsico. Uma das principais preocupações americanas é liberar a passagem no Estreito de Ormuz, bloqueado desde o dia 2 do mês passado por Teerã, o que tem impactado duramente a economia global. Além deste, Trump tem outro desafio fundamental: sair do conflito com prova de vitória. E em pouco tempo. Especialistas têm destacado com ênfase que uma tomada de poder por uma ação militar terrestre em Teerã, como aconteceu no Iraque em 2003, seria quase impossível. Fatores como a geografia diferenciada do terreno, de relevo montanhoso, e a preparação intensa que o regime dos aiatolás tem executado para lidar com tal cenário diminuem substancialmente as chances de sucesso americano. Análise: Sem a 'derrota decisiva' esperada por Trump, Irã se vê mais empoderado do que antes da guerra Trump tem prazo apertado para finalizar esse conflito, visto que o governo americano tem muitos compromissos agendados para 2026. O primeiro deles, o encontro bilateral com o presidente chinês, Xi Jinping — inicialmente previsto para o início de abril e adiado para meados de maio por conta da guerra — não deve ser adiado novamente, analisa Mattos. Em junho tem início a Copa do Mundo da Fifa, sediada nos EUA, Canadá e México, que terá Nova York como palco da final, em 19 de julho. Ainda neste período, em 4 de julho, os EUA vão celebrar os 250 anos de sua independência com vários eventos importantes, inclusive militares. Poucos meses depois, o país entra em período eleitoral, com eleições legislativas — e algumas estaduais — marcadas para novembro.

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