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"publishedAt": "2026-04-01T12:09:32.000Z",
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"O Globo"
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"textContent": "\nA aprovação, pelo Senado, do projeto de lei que criminaliza a misoginia gerou uma troca de farpas entre a primeira-dama Janja da Silva e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL) nas redes sociais, com troca de acusações e Nikolas superando 27 milhões de visualizações, contra apenas 1 milhão da primeira-dama. Em um vídeo publicado no Instagram há quatro dias, Janja comemorou a aprovação da proposta e criticou o parlamentar, que se posicionou contra o texto. 'Inocente': Silvio Almeida quebra silêncio após ser denunciado por importunação sexual contra Anielle Franco Governo: Lula diz que precisa ampliar alianças por maioria no Congresso: 'Senador tem mandato de oito anos e pensa que é Deus' “Tô passando aqui hoje pra comentar com vocês que foi aprovado nesta semana, por unanimidade, o projeto de lei que criminaliza a misoginia. Eu queria também deixar registrado um pouquinho da minha revolta com certo grupo de homens, talvez um em específico, que tem a cara de pau de ir na internet fraudar um projeto de lei disseminando fake news. Eu quero dizer que enquanto você, deputado, se preocupava em produzir um vídeo cheio de mentiras, uma mulher era assassinada”, destacou a primeira-dama. Janja não citou nominalmente Nikolas, mas também mencionou que Minas Gerais, estado do deputado, está entre os que registram altos índices de feminicídio. O deputado respondeu com um vídeo de cerca de 15 minutos, dois dias depois. No registro, ele rebate as críticas e faz ataques à primeira-dama. Ao longo do vídeo, o parlamentar cita dados e notícias sobre violência contra mulheres, incluindo um estudo que aponta aumento de 8,8% na taxa de homicídios femininos entre 2003 e 2013, período em que governos do PT estiveram no poder. “Não adianta, com essa cara de sonsa sua querer enganar alguém. Esse projeto é, literalmente, uma forma de controlar o que pode ou não pode ser dito” — afirmou — “Entre 2003 e 2013, o governo do PT e o seu marido governou o Brasil. E aumentou a morte de mulheres em quase 10%”, disse. O deputado ainda fez críticas pessoais à primeira-dama e questionou posicionamentos dela em episódios envolvendo aliados do governo, como a demissão de ministras em prol de nomes do Centrão: “Não é defender as mulheres, é defender as mulheres que te convêm.” O texto aprovado pelos senadores equipara a misoginia ao crime de racismo e aumenta as penas para ofensas contra mulheres. Pela proposta, a injúria motivada por ódio ou aversão ao gênero feminino passa a ser punida com reclusão de dois a cinco anos, além de multa. Atualmente, casos desse tipo são enquadrados como injúria no Código Penal, com penas mais brandas. Com a mudança, a conduta passa a integrar a Lei do Racismo, tornando-se inafiançável e imprescritível. O projeto também amplia o alcance da legislação ao incluir, entre os crimes puníveis, práticas de indução ou incitação à discriminação contra mulheres. O texto segue agora para análise da Câmara dos Deputados. A troca de ataques ocorre dias após Nikolas Ferreira apagar uma publicação feita em 25 de março, na qual apresentava um trecho que não constava no projeto aprovado pelo Senado. Na ocasião, a deputada Sâmia Bomfim (PSOL-SP) criticou o conteúdo: “Você não tem vergonha de mentir e subestimar a inteligência dos seus próprios eleitores, Nikolas? Esse texto do vídeo não é do projeto aprovado no Senado.” A deputada Tabata Amaral (PSB-SP) também se manifestou: “Nikolas Ferreira mentiu pra você. De novo. O projeto aprovado pelo Senado que criminaliza a misoginia não tem uma vírgula do que ele publicou nas redes sociais.” Em outra publicação, ela comparou versões do conteúdo divulgado pelo deputado após a exclusão do post original: “O mentiroso foi desmascarado. Refez o post, agora sem o trecho fake que usou pra caçar like, sem qualquer reparação ou consideração pelo prejuízo causado.”",
"title": "Janja e Nikolas trocam ataques nas redes após aprovação de projeto que criminaliza misoginia"
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