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Trump diz a assessores que está disposto a encerrar guerra contra Irã sem reabrir Estreito de Ormuz, afirma jornal

O GLOBO | Confira as principais notícias do Brasil e do mundo March 31, 2026
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O presidente dos EUA, Donald Trump, disse a seus assessores que está disposto a encerrar a operação militar americana contra o Irã, mesmo que o Estreito de Ormuz permaneça em grande parte fechado, afirmaram autoridades do governo ao Wall Street Journal. Isso provavelmente estenderá o controle firme de Teerã sobre a via navegável e tornará uma futura reabertura da passagem numa operação ainda mais complexa. O fechamento do estreito, rota marítima vital para o comércio mundial, tem provocado a disparada do preço do combustível e até ameaçado a estabilidade de diversos países que dependem da importação de commodities que saem do Golfo Pérsico e passam por Ormuz. Um mês de guerra no Irã: Conteúdos falsos sobre o conflito nas redes focam em acusações sem provas e incentivam medo de ataque ao Brasil, aponta relatório Veja mapa: Com mais tropas americanas a caminho, Irã fortalece defesas no Golfo e se prepara para invasão em terra Nos últimos dias, Trump e seus assessores avaliaram que uma missão para liberar a passagem marítima prolongaria o conflito além do prazo de quatro a seis semanas estabelecido por ele. Diante disso, o presidente americano decidiu que os EUA deveriam atingir seus principais objetivos: enfraquecer a marinha iraniana e seu arsenal de mísseis, além de reduzir as hostilidades atuais, enquanto pressionam Teerã diplomaticamente para retomar o livre fluxo comercial. Caso esse plano falhe, Washington pressionará os aliados na Europa e no Golfo Pérsico a assumirem a liderança na reabertura do estreito, disseram as autoridades ao WSJ. Segundo elas, há também opções militares que o presidente poderia considerar, mas elas não são sua prioridade imediata, afirmaram. No entanto, o novo plano revelado contrasta com as últimas ações do Pentágono, de enviar dois grupos de navios de assalto anfíbio, com cerca de 5 mil fuzileiros navais e marinheiros, e a 82ª Brigada de Assalto Aéreo, composta por cerca de 3 mil militares paraquedistas, para o Oriente Médio. Segundo outra publicação recente do Wall Street Journal, o presidente americano também estaria considerando enviar mais 10 mil soldados para a região, o que tem sido interpretado como indicativo de que a Casa Branca esteja se preparando para realizar uma incursão terrestre em território iraniano. Centenas de membros das Forças de Operações Especiais dos EUA também chegaram à região, juntando-se aos fuzileiros navais e paraquedistas do Exército em um deslocamento destinado a dar ao presidente americano opções adicionais para expandir o conflito, revelaram dois oficiais militares americanos ao New York Times. Os comandos, incluindo Rangers do Exército e SEALs da Marinha, ainda não receberam missões específicas, disseram os oficiais, falando sob condição de anonimato. Embora ainda não esteja claro qual será a missão das forças especiais e dos fuzileiros navais da 31ª Unidade Expedicionária de Fuzileiros Navais, autoridades americanas afirmam que o presidente está avaliando a possibilidade de um ataque de maior escala contra a República Islâmica, como a tomada de uma ilha ou outro território iraniano, como parte do esforço de Trump para abrir o Estreito de Ormuz. Segundo o jornal The Washington Post, o Pentágono prepara planos para uma campanha terrestre de semanas, caso Trump se decida por uma invasão limitada do território iraniano. Initial plugin text Nesta segunda-feira, Trump ameaçou mais uma vez destruir a ilha de Kharg, uma instalação petrolífera vital para as exportações do Irã, caso não seja alcançado um acordo para abrir o Estreito de Ormuz e pôr fim à guerra. Em outras ocasiões, o líder republicano já minimizou a importância do estreito para os EUA e afirmou que seu fechamento é um problema que outras nações devem resolver. Em publicação nas redes sociais, o presidente americano declarou que os Estados Unidos estão em "negociações sérias" com um "regime mais razoável" no Irã, mas também considerou que é improvável que se chegue a um acordo. "Se o Estreito de Ormuz não for aberto imediatamente 'às operações', encerraremos nossa agradável 'estadia' no Irã explodindo e destruindo completamente suas usinas elétricas, poços de petróleo e a Ilha de Kharg (e possivelmente todas as centrais de dessalinização!), nas quais ainda não 'tocamos'", escreveu na plataforma Truth Social.

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