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  "textContent": "\nA jornalista Aída Barros compareceu â Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi) nesta segunda-feira para abrir um boletim de ocorrência após sua filha de dez anos ter sido, segundo ela, mais uma vez vítima de racismo por colegas o Colégio Elite, em Madureira, na Zona Norte. Segundo a mãe, foi o terceiro caso desde o ano passado, quando a menina ingressou na unidade, onde cursa o 5º ano do ensino fundamental. Ela acusa a escola de omissão. Em prisão domiciliar: Acusada de racismo no Rio, advogada argentina admite erro e muda estratégia de defesa: 'Estou pagando o preço' Quem é Agostina Páez, argentina investigada por injúria racial em bar de Ipanema Os dois primeiros casos, ambos relacionados a cor e ao cabelo da menina aconteceram no ano passado. Da primeira vez, em agosto, a aluna relatou que três coleguinhas fizeram comentários vexatórios a respeito de seu cabelo, chamado de \"horrível\" e de \"ninho\". No mês seguinte, durante uma atividade em que foram distribuídas viseiras com o tema do Dia da Independência, uma colega teria dito que o elástico do adereço não coube na garota por conta do cabelo dela. O caso mais recente aconteceu no começo do mês, pouco tempo depois do início do ano letivo. A menina relatou à mãe que um colega teria dito que não comeria o seu lanche porque ela havia tocado na lancheira dele que, por esta razão, estaria \"contaminada\". A Aída, que relatou a situação num vídeo em sua rede social, interpretou o episódio como mais um caso de racismo contra a filha. — Eu percebo que cada vez que acontece um caso de racismo com a minha filha é mais violento. No dia que isso aconteceu (o terceiro episódio) eu conversei com ela. Disse que sentia muito, que ela era uma criança especial, não merecia estar passando por aquilo e prometi a ela que ia fazer alguma coisa — afirmou a mãe. Vítima de perseguição: Secretário do Rio perseguido por criminosos diz que 'não tinha dúvida' que era o alvo: 'apontaram dois fuzis para meu carro' Aída com a filha, no Pelourinho: racismo na escola Acervo da família Aída contou que sua filha é uma das poucas alunas negras da turma, sendo a única com cabelo natural e com estilo black. Por isso, acredita ser ela único alvos dos colegas. A jornalista contou ainda que reportou os dois primeiros casos à direção e se colocou sempre numa posição de parceira, chegando a propor ajuda para montar um projeto pedagógico antirracista para escola. Ela disse ter sugerido para a tarefa uma amiga, que mandou um orçamento para a instituição de ensino, mas esta alegou não ter verba para levar a iniciativa adiante. Depois disso foram realizadas reuniões, sendo que na primeira, de forma virtual, ela foi a única responsável que participou. Outra medida adotada pela escola foi convidar um policial militar para conscientizar os alunos de que racismo é crime. Aída disse não ter procurado os pais dos estudantes responsáveis pelos ataques à filha por entender que a escola deveria adotar iniciativas de conscientização, como a implementação da Lei 10.639/2003 (que estabelece a obrigatoriedade do ensino de \"história e cultura afro-brasileira\" dentro das disciplinas que já fazem parte das grades curriculares dos ensinos fundamental e médio). Entenda: Mulher morta durante perseguição da PM em Cascadura era médica e havia deixado a casa dos pais Ela afirmou que a filha reagiu pior aos dois primeiros casos de racismo, tendo inclusive se tornado agressiva com os colegas. Ela conta que com apoio profissional e da família, a menina conseguiu superar. Apesar desses episódios, Aída não pretende tirar a menina da escola. Pelo menos não por enquanto. —Mantenho minha filha nessa escola porque sou uma mãe solo com uma rede de apoio reduzida e, dentro da minha logística e situação financeira, é a que atende as minhas condições — diz. Aída acrescenta que seu desejo é colocar a filha no Colégio Pedro II ou na Escola Maria Felipa, unidade localizada em Vila Isabel e reconhecida por seu ensino afro-referenciado. Morte de médica: 'Não vai sair? Vai tomar! Vai morrer aí dentro!', disse policial após carro parar, segundo testemunha —Enquanto eu não consigo uma outra situação ideal para minha filha, a mantenho na escola. Até porque eu acho que não é ela que tem se mexer. É a estrutura que tem de se movimentar. O sistema que tem que se mexer e não minha filha sair correndo porque sofreu racismo — diz acrescentando que vai continuar lutando para que a filha possa existir na plenitude dela, \"com o cabelo que ela tem, com essência e a cor da pele dela\". —Não vou prejudicar minha filha no início do ano letivo porque ela sofreu racismo numa escola que não sabe o que fazer com a situação. No boletim de ocorrência, apenas a escola é responsabilizada. O caso foi registrado como fato atípico tendo como motivo presumido intolerância étnica, racial ou de cor. A escola foi procurada, mas preferiu se manifestar através da assessoria de imprensa, que encaminhou nota lamentando o ocorrido e reafirmando seu \"compromisso com uma educação pautada no respeito e no combate a qualquer forma de discriminação.\" A nota diz ainda que todas as situações reportadas foram tratadas com seriedade e imediata atuação da escola, \"com aplicação das medidas disciplinares previstas em regimento, acolhimento dos estudantes e contato com as famílias.\" No caso ocorrido no ano passado a escola diz ter acionado o Conselho Tutelar, \"diante da gravidade do episódio\", além de ter implementado medidas pedagógicas, incluindo encontro com famílias e ações de conscientização com os alunos voltados ao respeito à diversidade. Força municipal: Próximas áreas a serem patrulhadas pela Força Municipal são no Centro do Rio, diz prefeitura Veja, a seguir, a íntegra da nota do Elite O Elite Rede de Ensino lamenta profundamente os episódios relatados e reafirma seu compromisso com uma educação pautada no respeito e no combate a qualquer forma de discriminação. Todas as situações reportadas foram tratadas com seriedade e imediata atuação da escola, com aplicação das medidas disciplinares previstas em regimento, acolhimento dos estudantes e contato com as famílias. No caso ocorrido em 2025, além de acionar o Conselho Tutelar diante da gravidade do episódio, a instituição implementou medidas pedagógicas, incluindo encontros com famílias e ações de conscientização com os alunos voltadas ao respeito e à diversidade. O Elite segue promovendo ações contínuas sobre o tema e permanece à inteira disposição da família e das autoridades para esclarecimentos.",
  "title": "Mãe denuncia racismo contra filha em escola particular; colega recusou lanche tocado por menina alegando estar 'contaminado'"
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