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De 'O agente secreto' a 'Hamnet', leia as críticas do Bonequinho para os principais filmes indicados ao Oscar

O GLOBO | Confira as principais notícias do Brasil e do mundo March 13, 2026
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A poucos dias da cerimônia do Oscar 2026, que acontece neste domingo (15), os filmes indicados às principais categorias já passaram pelo crivo do Bonequinho, dos críticos do GLOBO. A competição é dura, mas entre os concorrentes a melhor filme, cinco receberam cotação máxima: “O agente secreto”, “Hamnet”, “Frankenstein”, "Pecadores" e “Uma batalha após a outra”. (Confira a lista completa de indicados aqui). Para zerar a lista: UCI Day Oscar exibe 'O agente secreto', 'Pecadores' e mais indicados a R$ 15 Open Air Brasil no Rio de Janeiro: veja a programação completa da mostra de cinema ao ar livre Leia também: todas as estreias da semana Representante brasileiro na disputa, o filme de Kleber Mendonça Filho chega à premiação com quatro indicações: melhor filme, melhor filme internacional, melhor elenco e melhor ator, para Wagner Moura. Outro brasileiro também brilha na premiação. Adolpho Veloso, primeiro do Brasil indicado ao Oscar na categoria de fotografia, é favorito a levar a estatueta. Competem com o longa na categoria estrangeira dois filmes que também chamaram atenção da crítica. O iraniano “Foi apenas um acidente”, de Jafar Panahi, fez o Bonequinho aplaudir de pé. Apesar da recepção calorosa, o longa ficou fora da categoria principal, mas segue na corrida por melhor filme internacional, em que concorre diretamente com o brasileiro. Outro rival do Brasil, "Sirât", do franco-espanhol Olivier Laxe, também está bem cotado, e foi aplaudido pelo crítico do GLOBO. Já “Se eu tivesse pernas, eu te chutaria” garantiu presença na premiação com a indicação de sua protagonista, Rose Byrne, a melhor atriz. Em crítica publicada n’O GLOBO, sua atuação foi destacada pelo “desempenho visceral”. Confira, abaixo, as críticas dos principais filmes indicados ao Oscar 2026: 'O agente secreto' Wagner Moura em 'O agente secreto' Divulgação Indicado a Melhor Filme, Melhor Filme Internacional, Melhor Ator (Wagner Moura) e Melhor elenco É num cenário de país falho e maravilhoso que o diretor Kleber Mendonça Filho constrói seu sexto longa-metragem, já o mais celebrado de sua carreira. “O agente secreto” é um excepcional thriller sobre um professor que foge de São Paulo para Pernambuco, onde esbarra numa gama interessantíssima de personagens e de situações, até mesmo uma “perna cabeluda” retirada da barriga de um tubarão e que se transforma em lenda urbana. O motivo da fuga demora a ser revelado; mas o que está no centro do filme, não. Ele trata de preservação da memória, busca pela verdade e a vida sob paranoia e opressão, temas que se conectam a obras anteriores do diretor (“Som ao redor”, “Aquarius”, “Bacurau”, “Retratos fantasmas”) e que traçam um paralelo entre passado e presente do Brasil. Bonequinho aplaude de pé: leia a crítica. Onde assistir? Nos cinemas e na Netflix. 'Bugonia' Emma Stone em "Bugonia" Divulgação Indicado a Melhor Filme, Melhor Atriz (Emma Stone), Melhor Roteiro Adaptado (Will Tracy), Melhor Trilha Sonora Assinado pelo cineasta grego Yorgos Lanthimos, “Bugonia” é um remake de “Salve o planeta verde!” (2003), do sul-coreano Jang Joon-hwan. Além do enredo, os filmes têm elementos em comum, como o destaque destinado ao corpo, alvo de feridas e mutilações, e a transição da história, do humor pastelão para a atmosfera macabra. Estrelado por Emma Stone e Jesse Plemons, exibido no Festival de Veneza e na Mostra de São Paulo. Classificação: 18 anos. Bonequinho olha: leia a crítica completa. Onde assistir? Nos cinemas. Aluguel e compra: Apple TV, Prime Video ou YouTube. 'F1: O filme' Damson Idris e Brad Pitt em 'F1: o filme' Divulgação Indicado a Melhor Filme, Melhor Edição, Melhor Som e Melhores Efeitos Visuais Do diretor Joseph Kosinski, responsável por ressuscitar o cinema pós-pandemia com o sucesso estratosférico de “Top Gun: Maverick”, em 2022, a produção vem recheada de sequências muito bem executadas e realistas, que contaram com a colaboração do piloto Lewis Hamilton, um dos produtores executivos da empreitada. A trama apresenta Sonny Hayes (Brad Pitt), fenômeno das pistas na década de 1990 que foi obrigado a interromper a carreira após um grave acidente. Ele é convencido a retornar por seu ex-companheiro de corridas Ruben Cervantes (Javier Bardem), agora dono de uma equipe de Fórmula 1, na tentativa de salvar sua escuderia em dificuldades financeiras. Sonny irá pilotar ao lado do novato Joshua Pearce (Damson Idris). O que se inicia como uma parceria acaba se tornando uma competição entre os dois pilotos. Bonequinho olha: leia a crítica completa. Onde assistir? Nos cinemas e Apple TV. 'Foi apenas um acidente' Cena de "Foi apenas um acidente" Divulgação Indicado a Melhor Filme Internacional, Melhor Roteiro Original Palma de Ouro no Festival de Cannes, “Foi apenas um acidente” não é um filme sobre vingança como tem sido descrito por aí. A vingança é o pano de fundo, mas o que importa na história é a construção de uma paranoia comum em regimes totalitários, sobretudo um que seu diretor, o cineasta Jafar Panahi, conhece muito bem e por qual já foi condenado à prisão mais de uma vez (a última, aliás, nesta semana): a teocracia iraniana. Apesar de toda a dramaticidade do enredo, “Foi apenas um acidente” guia sua história com uma certa leveza e até humor negro. Bonequinho aplaude de pé: leia a crítica. Onde assistir? Nos cinemas e no MUBI. Aluguel e compra: Apple TV. 'Frankenstein' Cena de 'Frankenstein' (2025) Divulgação Indicado a Melhor Filme, Melhor Ator Coadjuvante (Jacob Elordi), Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Fotografia, Melhor Trilha Sonora, Melhor Figurino, Melhor Maquiagem e Penteado, Melhor Design de Produção, Melhor Som, Melhores Efeitos Visuais O “Frankenstein” de Guillermo del Toro impressiona sob inúmeros aspectos. Logo de cara chama a atenção a irretocável produção de época recriada em estúdio com pouquíssimo uso de computação gráfica, algo raríssimo em filmes semelhantes. Mas o que mais encanta é a opção por fazer da criatura um monstro mais humano do que os que nos acostumamos a ver nas inúmeras versões cinematográficas do romance de Mary Shelley, de 1818. Bonequinho aplaude de pé: leia a crítica. Onde assistir? Netflix. Initial plugin text 'Hamnet: a vida antes de Hamlet' Jessie Buckley em "Hamnet: A vida antes da Hamlet" Divulgação/Agata Grzybowska Indicado Melhor Filme, Melhor Direção ( Chloé Zhao), Melhor Atriz (Jessie Buckley), Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Design de Produção, Melhor Figurino, Melhor Direção de Elenco, Melhor Trilha Sonora O filme de Chloé Zhao é, em suma, sobre a gênese e o poder da criação artística. A trama se passa no fim do século XVI, mostrando o início da vida familiar dos Shakespeare: William (interpretado por Paul Mescal), Agnes (Jessie Buckley) e os gêmeos Hamnet (Jacobi Jupe) e Judith (Olivia Lynes). Agnes tem um papel maior na história porque fica longos períodos em casa com as crianças, enquanto o marido vai frequentemente a Londres para se tornar o dramaturgo mais famoso de todos os tempos. Até que Hamnet adoece e morre, deixando uma profunda dor na mãe. É nesse período de luto que a excepcional interpretação de Jessie Buckley mais se destaca, passando de uma mulher alegre para alguém desesperada por um pesar aparentemente insolúvel. Bonequinho aplaude de pé: leia a crítica. Onde assistir? Nos cinemas. Aluguel e compra: Apple TV, Prime Video ou YouTube. 'Marty Supreme' Timothée Chalamet em cena de "Marty supreme" Divulgação / A24 Indicado a Melhor Filme, Melhor Direção (Josh Safdie), Melhor Ator (Timothée Chalamet), Melhor Roteiro Original, Melhor Montagem, Melhor Fotografia, Melhor Design de Produção, Melhor Figurino, Melhor Elenco Dirigido por Josh Safdie e levemente baseado na vida do americano Marty Reisman (1930-2012), o filme se passa na década de 1950. O protagonista é um jovem que ganha algum dinheiro em apostas e exibições de seu talento no tênis de mesa, ao mesmo tempo em que tenta se firmar em competições internacionais como atleta. O esporte, no entanto, é um aspecto menos relevante. A proposta é mostrar como um indivíduo é consumido por sua própria vaidade. No papel de Marty, Timothée Chalamet faz jus à fama que ostenta como um dos principais rostos de uma nova geração de atores americanos. Bonequinho aplaude: leia a crítica. Onde assistir? Nos cinemas. 'Pecadores' Michael B. Jordan em 'Pecadores' (2025) Reprodução Indicado a Melhor Filme, Melhor Direção (Ryan Coogler), Melhor Ator (Michael B. Jordan), Melhor Atriz Coadjuvante (Wunmi Mosaku), Melhor Ator Coadjuvante (Delroy Lindo), Melhor Roteiro Original, Melhor Elenco, Melhor Design de Produção, Melhor Canção Original, Melhor Trilha Sonora Original, Melhor Figurino, Melhor Maquiagem e Penteado, Melhor Montagem, Melhor Fotografia, Melhor Som Não é de hoje que a parceria entre o diretor Ryan Coogler e o ator Michael B. Jordan tem feito sucesso de crítica e público. Depois dos ótimos “Fruitvale station: a última parada” (2013), “Creed: nascido para lutar” (2015), “Pantera Negra” (2018) e “Pantera Negra: Wakanda para sempre” (2022), em que flertaram com drama, ação, aventura e ficção cientifica, chegou a vez de a dupla trabalhar com terror e musical. “Pecadores” foi uma bela surpresa do ano passado, em que o talento dos dois ficou a serviço de debater temas como o racismo e a importante colaboração mundial da população preta para a música, como a criação do blues, entre outras contribuições que influenciaram diversos gêneros. Bonequinho aplaude de pé: leia a crítica. Onde assistir? HBO Max. 'Se eu tivesse pernas, eu te chutaria' ‘Se eu tivesse pernas, eu te chutaria’ Divulgação Melhor Atriz (Rose Byrne) Há várias coisas que merecem destaque no longa, misto de drama e comédia com pitadas de terror que se debruça sobre o fardo chamado maternidade. O desempenho visceral de Rose Byrne como Linda, a mãe, esposa e profissional assoberbada de tarefas, problemas e limitações pessoais, talvez seja sua qualidade mais óbvia — não por acaso, em atuação premiada em Berlim. Bonequinho olha: leia a crítica. Onde assistir? Nos cinemas. Aluguel e compra: Apple TV ou YouTube. 'Sirât' Sirât Divulgação Indicado a Melhor Filme internacional, Melhor Som O cinema do incômodo, que instala pedras no sapato do espectador, tem o austríaco Michael Haneke (“Amor”) e o dinamarquês Lars von Trier (“Dançando no escuro”) como dois de seus principais representantes. A linhagem mantém-se viva com o franco-espanhol Olivier Laxe e seu “Sirât”, que recebeu o Prêmio do Júri no Festival de Cannes e duas indicações ao Oscar (filme internacional, na disputa com “O agente secreto”, e som). Prepare-se para uma sessão tensa e violenta que pode deixar um gosto amargo de desilusão na saída. Bonequinho aplaude: leia a crítica completa. Onde assistir? Nos cinemas. 'Sonhos de trem' Joel Edgerton em 'Sonhos de trem' Divulgação/Netflix Indicado a Melhor Filme, Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Fotografia (Adolpho Veloso), Melhor Canção Original "Sonhos de Trem", fora tímidas exibições em cinemas nos EUA, passou batido para a Netflix. Na direção, Clint Benley, também co-roteirsta com Greg Kwedar, a partir de livro de Denis Johnson. E o fenômeno aconteceu: quatro indicações ao Oscar – melhor filme, roteiro adaptado, canção original (Nick Cave) e fotografia do paulistano Adolpho Veloso, primeiro brasileiro indicado ao Oscar na categoria (Cesar Charlone, indicado por "Cidade de Deus", é uruguaio). Bonequinho aplaude: leia a crítica. Onde assistir? Netflix. 'Uma batalha após a outra' "Uma batalha após a outra", de Paul Thomas Anderson, é uma obra-prima, diz crítico Divulgação Indicado a Melhor Filme, Melhor Direção (Paul Thomas Anderson), Melhor Ator (Leonardo DiCaprio) Melhor Atriz Coadjuvante (Teyana Taylor), Melhor Ator Coadjuvante (Benicio Del Toro, Sean Penn), Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Fotografia, Melhor Trilha Sonora Original, Melhor Montagem, Melhor Som, Melhor Design de Produção, Melhor Elenco Paul Thomas Anderson apresenta uma combinação distópica de ação, drama, comédia e western para ilustrar a atual política interna americana, de uma maneira em que o espectador é seduzido pela relação conturbada entre pais e filha. Com sua escolha, o realizador consegue agradar a diferentes tipos de espectador, entregando um longa divertido, reflexivo e cheio de qualidades. O roteiro escrito pelo diretor envolve um grupo de guerrilheiros, um contraditório coronel linha-dura (Sean Penn numa atuação chapliniana), um revolucionário fracassado usuário de drogas (Leonardo DiCaprio, brilhante) e sua filha espirituosa (Chase Infiniti). Essa mistura pouco provável é alicerçada pela costumeira linguagem de câmera em constante movimento, com tomadas longas com steadycam, uso memorável de música e imagens com multicamadas de significado. E desta vez com uma dramaturgia que se inspira nos diálogos engraçados e excêntricos de Quentin Tarantino com personagens que parecem ser do universo dos Irmãos Coen. Bonequinho aplaude de pé: leia a crítica completa. Onde assistir? Nos cinemas e no HBO Max. Aluguel e compra: Prime Video. 'Valor sentimental' Cena de 'Valor sentimental' Reprodução Indicado a Melhor Filme, Melhor Filme Internacional, Melhor Direção (Joachim Trier), Melhor Atriz (Renate Reinsve), Melhor Ator Coadjuvante (Stellan Skarsgård), Melhor Atriz Coadjuvante (Inga Ibsdotter Lilleaas, Elle Fanning), Melhor Roteiro Original, Melhor Montagem São muitas camadas de interpretação para um filme só. O pai finge ser uma figura preocupada e carinhosa com a filha, a fim de se reaproximar. A filha, por sua vez, veste o personagem rancoroso que lamenta os anos de descaso do pai. E, no meio desse jogo de gato e rato entre pai e filha, está o cinema: seus cenários, seus atores e a possibilidade de que alguém assuma uma vida que não é sua por um curto período, independentemente se está preparado ou não para o papel. A premissa do longa-metragem “Valor sentimental”, do diretor norueguês Joachim Trier, um dos filmes mais celebrados do ano, é usar o cinema como metáfora para uma relação familiar. Bonequinho olha: leia a crítica completa. Onde assistir? Nos cinemas. Aluguel e compra: MUBI e Prime Video Initial plugin text

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