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O que acontece com o seu corpo quando toca música alta na academia? Ciência tem a resposta

O GLOBO | Confira as principais notícias do Brasil e do mundo March 12, 2026
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Um estudo científico recente questionou uma das práticas mais comuns em academias: o uso de música alta para motivar as pessoas. A pesquisa, liderada por especialistas da Universidade do Sul da Califórnia, determinou que aumentar o volume nas salas de musculação não produz um benefício real no desempenho físico nem aumenta a intensidade do exercício. Pelo contrário, o exercício constante em ambientes ruidosos aumenta o risco de danos ao sistema auditivo, alertaram os especialistas. Líquido de alimento enlatado: nutricionista explica quando descartar e quando consumir Entrevista: 'A resposta para combater o Alzheimer pode estar nas pessoas saudáveis, como Fernanda Montenegro', diz neurocientista brasileiro Pesquisadores analisaram o comportamento de 189 pessoas durante sessões de ginástica em Los Angeles. O experimento consistiu em comparar dois cenários auditivos distintos: em uma parte das sessões, a música atingiu uma média de 91,4 decibéis, enquanto em outras sessões foi reduzida para 88,5 decibéis. Após cada treino, os participantes responderam a questionários para medir sua percepção de esforço. Os dados foram conclusivos: não houve diferença significativa no esforço físico entre aqueles que se exercitaram com música alta e aqueles que se exercitaram com níveis de volume mais baixos. Os autores, que publicaram suas descobertas na revista científica JAMA Otolaryngology – Head and Neck Surgery, explicaram que “reduzir o volume da música em aulas de ginástica em grupo não produziu reduções significativas na percepção de esforço e pode reduzir o risco de perda auditiva induzida por ruído”. A organização britânica RNID, dedicada à prevenção de problemas auditivos, corroborou essa conclusão e alertou que a exposição constante a sons altos causa danos permanentes, como perda auditiva e zumbido. — A exposição a níveis sonoros altos é uma das principais causas de perda auditiva e zumbido , mas a boa notícia é que também é uma das mais preveníveis — afirmou Franki Oliver, gerente de audiologia da RNID. Alzheimer: doença é a 2º mais temida no Brasil, mostra novo levantamento; veja o ranking das 4 principais A especialista sugeriu ainda que, além de diminuir o volume, os usuários devem manter uma distância segura das caixas de som durante os exercícios. No entanto, especialistas esclarecem que a música desempenha uma função psicológica vital. As melodias ajudam o cérebro a ignorar sinais de fadiga, como dores musculares ou aumento da frequência cardíaca, facilitando assim exercícios de alta intensidade. Nesse sentido, o fator decisivo não é o volume, mas o ritmo. Diversos estudos em psicologia do esporte indicam que uma frequência cardíaca entre 120 e 140 batimentos por minuto (bpm) é ideal para atividades cardiovasculares, pois geralmente coincide com a frequência cardíaca natural de um atleta. Além disso, o professor de cinesiologia Christopher Ballman afirma que o prazer pessoal proporcionado pela música é mais motivador do que qualquer ruído alto. Por fim, especialistas recomendam consultar um médico caso apresente sintomas comuns como zumbido nos ouvidos, sensação de ouvido entupido ou dificuldade para ouvir conversas após exercícios físicos. Ajustar o volume nas academias é uma maneira simples de manter a saúde a longo prazo. Diante dessas novas informações, é aconselhável evitar longos períodos de música alta para proteger a audição e, em vez disso, concentrar-se no BPM das músicas para se motivar durante o treino.

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