Atleta ucraniano diz que 'treinou' com ChatGPT antes de conquistar prata nos Jogos Paralímpicos de Inverno
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March 10, 2026
O biatleta ucraniano Maksym Murashkovskyi, de 25 anos, afirmou que utilizou o ChatGPT como parte fundamental de sua preparação antes de conquistar a medalha de prata no biatlo nos Jogos Paralímpicos de Inverno de 2026, disputados em Milano-Cortina. Áustria ganha dois reforços para a Copa do Mundo após mudança de elegibilidade aprovada pela Fifa; entenda Fifa corta mais de R$ 520 milhões do orçamento operacional da Copa do Mundo de 2026 Segundo o atleta, a inteligência artificial teve papel importante nos últimos meses de treinamento, ajudando na elaboração de estratégias, planos de treino e até na motivação psicológica. — Nos últimos seis meses, tenho treinado com o ChatGPT. Não foram apenas táticas. Foi metade do meu plano de treino e também motivação — disse Murashkovskyi, em entrevista citada pelo jornal The Guardian. IA como treinador e apoio psicológico O atleta explicou que utilizou o chatbot em diferentes momentos da preparação esportiva. — Usei-o como psicólogo, treinador e, às vezes, como médico — afirmou. Murashkovskyi disse que a tecnologia permitiu experimentar métodos de treinamento diferentes dos tradicionais. — Acredito que é uma tecnologia revolucionária — declarou. Segundo ele, a inteligência artificial acabou substituindo parte do modelo de preparação que antes realizava exclusivamente com treinadores humanos. Embora já estivesse se preparando há anos para os Jogos Paralímpicos, o atleta afirma que percebeu o potencial da inteligência artificial apenas no início deste ano, durante uma etapa da Copa do Mundo realizada em Szklarska Poreba, na Polônia. Na ocasião, ele conquistou diversas medalhas, incluindo uma de ouro. — Por isso dou muito crédito ao ChatGPT — disse. Murashkovskyi também contou que utiliza ferramentas de inteligência artificial em diversas atividades do cotidiano, como estuos e projetos pessoais. Segundo ele, o chatbot o ajuda a aprender idiomas e a aprofundar conhecimentos em áreas como química, biologia e esportes. Apesar do entusiasmo, o atleta reconhece que a tecnologia pode ser usada de formas diferentes. — Assim como acontece com a química ou a biologia, alguém pode usar a IA para algo bom ou para algo ruim — afirmou.
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