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Alunos do Colégio Pedro II organizam ato e cobram implementação de plano contra assédio aprovado no ano passado

O GLOBO | Confira as principais notícias do Brasil e do mundo March 10, 2026
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Alunos do Colégio Pedro II, onde dois dos envolvidos no estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos estudavam, realizam nesta terça-feira um ato para cobrar que a instituição coloque em prática um protocolo que já foi aprovado no ano passado que trata justamente do combate ao assédio. A manifestação acontecerá em frente à reitoria, no Campo de São Cristóvão, às 14h. 'Não me arrependo de nada’: camisa de acusado de estupro coletivo ao ser preso gera indignação por referência misógina Atriz presta queixa contra ex-subsecretário estadual, pai de acusado de estupro coletivo em Copacabana No Instagram, seis grêmios estudantis do Colégio Pedro II compartilharam a publicação que convoca o ato conjunto. Segundo o texto, a ideia é que os alunos se manifestem contra o assédio e o silêncio institucional dentro e fora da instituição. O ato promovido pelos grêmios do Colégio Pedro II após o estupro coletivo de uma adolescente em Copacabana Reprodução / Instagram O texto ainda destaca a existência do Plano Setorial de Prevenção e Enfrentamento do Assédio e da Discriminação, aprovado no ano passado pelo Conselho Superior (Consup) — órgão máximo do Colégio Pedro II, formado por representantes eleitos de professores, servidores, pais, alunos e ex-alunos —, mas que não foi “publicado nem efetivado”. Os alunos pedem que a medida seja implementada imediatamente. “A Reitoria do CPII vem reiteradamente sabotando e descaracterizando o Plano Setorial de Enfrentamento e Prevenção aos assédios, uma política essencial nesse quesito, aprovada há mais de um ano no Consup, que até hoje não foi nem publicada nem efetivada”, diz o texto. Plano tinha 'problemas jurídicos' Em nota publicada na última quarta-feira (4), a reitoria do Colégio Pedro II afirmou que o plano, aprovado duas vezes pelo Conselho Superior (Consup) no ano passado, apresentou problemas jurídicos apontados pela Advocacia-Geral da União (AGU). Segundo o órgão, o documento incluía definições e atribuições que extrapolavam as normas estabelecidas pela legislação federal e pelo decreto que regulamenta a política de prevenção e combate ao assédio na administração pública. Essas inconsistências, segundo a AGU, poderiam gerar insegurança legal e até mesmo a anulação de punições em casos de assédio. Diante disso, a reitoria decidiu não implementar o texto aprovado pelo Conselho. Em janeiro deste ano, a reitoria publicou outro plano considerado “juridicamente adequado”. Informou ainda que o parecer jurídico seria encaminhado ao grupo de trabalho responsável pelo tema para a elaboração de novos documentos que incorporem propostas discutidas no Conselho. Procurado, o Colégio Pedro II ainda não informou se o plano está sendo implementado. Desligamento dos alunos No dia 1º de março, a Reitoria do Colégio Pedro II e a Direção-Geral do Campus Humaitá II informaram o desligamento dos estudantes denunciados por estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos, em Copacabana, na Zona Sul do Rio. No colégio, eram alunos o menor de idade, cuja identidade não foi divulgada, e Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos, que estava no 9º ano. Além dos dois, Bruno Felipe dos Santos Allegretti, João Gabriel Bertho Xavier e Matheus Veríssimo Zoel Martins também estão presos por envolvimento no caso. Em nota, a instituição afirmou que, assim que foi notificada sobre o caso, adotou as medidas cabíveis, incluindo o acolhimento à família da vítima, “mantendo o devido sigilo, conforme requisição das autoridades competentes”. “Estamos todos indignados com o ocorrido e seguimos com os procedimentos para continuidade do processo iniciado pela gestão do campus, em conjunto com a Reitoria e sob orientação da Procuradoria Federal, para o desligamento dos estudantes”, informou o colégio. A instituição também declarou que repudia qualquer forma de violência e reforçou seu compromisso no combate ao assédio, à violência de gênero e a toda forma de discriminação. “Somos uma instituição que educa para o exercício pleno da cidadania. Nosso compromisso pedagógico e político objetiva a formação de uma juventude capaz de respeitar as diferenças, lutar contra as desigualdades sociais e repudiar a violência”, diz outro trecho da nota. Initial plugin text

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