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"publishedAt": "2026-03-10T09:49:14.000Z",
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"O Globo"
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"textContent": "\nA Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira, a Operação Anomalia II, que tem como objetivo de desarticular, segundo a corporação, um núcleo criminoso composto por policiais civis do Estado do Rio e operadores financeiros. Agentes visam a cumprir quatro mandados de prisão preventiva e três mandados de busca e apreensão na capital, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O grupo é investigado por usar uma delegacia para extorquir dinheiro de integrantes do Comando Vermelho, além de praticar corrupção e lavagem de capitais. Nesta segunda-feira, na primeira etapa da Operação Anomalia, três pessoas foram presas, entre elas um delegado da PF. 'Não me arrependo de nada’: Camisa de acusado de estupro coletivo ao ser preso gera indignação por referência misógina Estupro coletivo: Advogado de vítima denuncia agressão verbal de ex-subsecretário, pai de acusado do crime, e avalia ir à Justiça Além das prisões e buscas, a Suprema Corte deferiu a execução de medidas cautelares focadas na descapitalização do grupo, incluindo o afastamento imediato das funções públicas dos policiais investigados, a suspensão do exercício de atividades empresariais das pessoas jurídicas utilizadas nas práticas criminosas e o bloqueio de valores em contas bancárias e de criptoativos ligados aos alvos. As apurações revelaram que o esquema era chefiado pelo delegado-titular da delegacia da capital usada como base pelos investigados e por outro policial civil. De forma reiterada, os servidores emitiam intimações com o propósito exclusivo de coagir e pressionar chefes do tráfico no Rio, exigindo o pagamento de propinas — segundo a PF as quantias eram \"significativas\" — para omissão em atos de ofício. A negociação ilícita ocorria com cobranças incisivas e imposição de prazos. Para operacionalizar o recebimento do dinheiro e manter um distanciamento físico dos chefes do CV, os policiais contavam com a atuação direta de dois intermediários. Movimentação patrimonial milionária e incompatível A inteligência financeira da PF detectou que os policiais investigados apresentam movimentação patrimonial milionária e incompatível com seus vencimentos lícitos. Para promover a ocultação e dissimulação do dinheiro sujo, a estrutura criminosa contava com uma rede de empresas de fachada registradas em nome de parentes, agora alvos de suspensão judicial. A ação integra a Força-Tarefa Missão Redentor II, instituída em cumprimento ao Acórdão da ADPF 635, que visa a assegurar a atuação uniforme e coordenada da Polícia Federal na produção de inteligência e repressão aos principais grupos criminosos violentos no Estado do Rio. O foco principal é a asfixia financeira e a ruptura das conexões das facções com agentes públicos. Os investigados responderão pelos crimes de organização criminosa, extorsão, corrupção passiva e ativa, além de lavagem de capitais. Initial plugin text",
"title": "Policiais civis do Rio que usavam delegacia para extorquir dinheiro de traficantes do CV são alvos da PF"
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