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Vídeo de câmeras de segurança revela detalhes de novo ataque próximo a escola primária no Irã

O GLOBO | Confira as principais notícias do Brasil e do mundo March 9, 2026
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Na Escola Primária Imam Reza para meninos em Abyek, uma pequena cidade na província de Qazvin, à oeste de Teerã, imagens de câmeras de segurança do dia 28 de fevereiro registram uma manhã aparentemente comum. Cerca de 40 meninos brincam no pátio: alguns caminham pelo local, outros permanecem perto da trave de futebol, enquanto um grupo maior se reúne em círculo. A cena ocorre apenas algumas horas após os primeiros ataques conjuntos de Israel e dos EUA contra o Irã, segundo a mídia estatal do país. As escolas ainda estavam abertas. De repente, as imagens mostram uma grande explosão no topo do quadro, onde uma torre de comunicações fica em uma colina. Guerra: Com crucial setor do petróleo sob ataque, países do Golfo chamam Irã de 'traidor', mas apelam por desescalada Miriam Leitão: ataque à infraestrutura de produção pode tornar alta do petróleo estrutural, afirma especialista O impacto atinge a área, danificando a escola. As imagens mostram janelas estilhaçando. Crianças correm, algumas com as mãos nos ouvidos. Uma criança cai no chão perto de uma trave de futebol, aparentemente atingida por um destroço. A Tasnim, agência de notícias semioficial iraniana, identificou a vítima como Mahyar Zanganeh. Ele não sobreviveu. O vídeo permaneceu praticamente invisível até ser postado online na sexta-feira. Desde então, foi verificado pelo New York Times. Vídeo de câmeras de segurança mostra suposto ataque próximo a escola masculina no Irã Initial plugin text As imagens capturam uma das duas explosões conhecidas perto de uma escola em funcionamento no dia 28 de fevereiro, o primeiro dia dos ataques dos EUA e de Israel. A outra atingiu uma escola feminina em Minab, onde foi relatada a morte de 175 pessoas, muitas delas crianças. Nenhum dos lados assumiu a responsabilidade pelos ataques até o momento. Em Minab, vídeos verificados pelo New York Times mostram um míssil de cruzeiro Tomahawk atingindo uma base naval operada pelo Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica ao lado da escola. As Forças Militares dos EUA são as únicas envolvidas no conflito que utilizam mísseis deste tipo. Veja o antes e depois: Patrimônios históricos, estádios, áreas civis; com mil anos, Teerã sofre destruição para além de alvos militares Missil do modelo tomahawk sendo lançado Reprodução: Raytheon As imagens da escola masculina em Abyek foram compartilhadas pelo canal oficial do Conselho de Coordenação dos Sindicatos de Professores Iranianos, um dos principais sindicatos do país — alguns membros do grupo já foram presos pelo governo iraniano no passado por seu ativismo. Utilizando imagens de satélite de antes e depois, o New York Times, assim como um especialista em geolocalização, determinaram que a torre de comunicações onde a explosão foi observada nas imagens das câmeras de segurança parecia ser o alvo definido. A estrutura, a menos de 120 metros do pátio, foi reduzida a escombros após a explosão. — Temos membros ativos na província de Qazvin e no movimento de professores de lá. Mas, infelizmente, o contato ainda não foi possível devido às interrupções generalizadas de internet em todo o país. — disse Shiva Amelirad, representante internacional em Toronto do sindicato. Sucessão: Escolha de Mojtaba Khamenei como líder supremo do Irã sinaliza aposta dobrada em guerra com EUA e Israel Em um comunicado público, o sindicato enfatizou que o ataque a escolas e hospitais é “rejeitado sob quaisquer circunstâncias”, ressaltando que ataques a tais espaços “não são apenas uma violação dos princípios humanitários fundamentais, mas também uma violação clara do direito internacional e das convenções de direitos humanos.” Os militares dos EUA e de Israel não responderam aos pedidos de comentário.

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