Reunião do G7 termina sem acordo sobre uso de reservas estratégicas de petróleo
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March 9, 2026
Os países do G7— grupo das setes nações com as economias mais ricas do mundo— ainda não chegaram a uma decisão final sobre a liberação global de estoques emergenciais de petróleo em resposta à guerra com o Irã, segundo a França, que atualmente ocupa a presidência do grupo. De acordo com o ministro das Finanças francês, Roland Lescure, o grupo avalia o uso reservas estratégicas para estabilizar o mercado. Gasto extra: conflito no Oriente Médio aumenta impacto do custo-Trump na economia global Mercado 'desorientado': defasagem do preço do diesel chega a 85% e da gasolina a 49%, com disparada do petróleo — Ainda não decidimos nada. O que concordamos foi usar todas as ferramentas necessárias para estabilizar o mercado, incluindo a possível liberação dos estoques emergenciais— disse ele após a reunião virtual do grupo para discutir o impacto da guerra com o Irã nos mercados de energiados. Após uma alta de 29%, o petróleo Brent — referência global de preço do combustível— perdeu o fôlego nesta segunda-feira com notícia de que o G7 discutiria uma possível liberação de estoques em suas conversas sobre as consequências econômicas do conflito. Arábia Saudita, Kuwait, Iraque e Emirados Árabes Unidos, que juntos produzem cerca de 20% do petróleo mundial, reduziram a produção porque o fechamento efetivo do Estreito de Ormuz impede a passagem de pretoleiros, fazendo os preços dispararem. Gasolina, diesel e querosene de aviação: combustíveis sobem à medida que a guerra no Irã estrangula o fornecimento Liberações de estoques normalmente são coordenadas pela Agência Internacional de Energia (AIE), em Paris.O presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou nesta segunda-feira que os ministros de Energia também se reunirão em Paris na terça, paralelamente a uma conferência sobre energia nuclear. Liberações coordenadas de estoques estratégicos ocorreram apenas cinco vezes antes, incluindo duas vezes em resposta à invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022. Antes disso, as reservas foram usadas após interrupções de fornecimento na Líbia, durante o furacão Katrina e na primeira Guerra do Golfo. Consumidores em todo o mundo já estão sentindo o impacto das interrupções no Oriente Médio, com longas filas em postos de combustível e um aumento no preço do combustível de aviação, elevando o custo das passagens aéreas. Magda Chambriard: Petrobras evitará passar volatilidade do preço do petróleo a consumidor, diz presidente da estatal Macron busca lançar uma missão marítima conjunta para escoltar navios porta-contêineres. O presidente francês afirmou que a ideia é reabrir gradualmente Ormuz após a fase “mais intensa” do conflito. — A França planeja criar uma missão “puramente defensiva” com países europeus e não europeus para escoltar navios porta-contêineres e petroleiros— disse Emmanuel Macron a repórteres na base aérea de Pafos, no Chipre.
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