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"publishedAt": "2026-03-06T15:53:57.000Z",
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"O Globo"
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"textContent": "\nCom o petróleo chegando a US$ 90 por barril nesta sexta-feira, Magda Chambriard, presidente da Petrobras, disse que o objetivo é evitar o repasse da volatilidade de preços do mercado internacional ao consumidor brasileiro. Esse foi um dos principais temas questionados por analistas durante a conferência de resultados financeiros de 2025. Ontem, a Petrobras anunciou lucro líquido de R$ 110,129 bilhões referente ao exercício do ano passado. O número representa uma alta de 200% em relação ao ano anterior. Resultado: Presidente da Petrobras diz que 'quem apostar contra vai perder' Na bomba: Entidades do setor alertam para alta nos preços da gasolina e do diesel no Brasil — Sem dúvida, estamos vivendo um momento de alta instabilidade geopolítica no qual nossa preocupação é deixar a empresa preparada para qualquer cenário que ocorra no preço do petróleo. Se for US$ 85 ou US$ 55 temos que estar preparados. Começamos o ano passado com o petróleo superior a US$ 80 e terminamos com menos de US$ 60, chegando a US$ 59. E a companhia entregou seus resultados e mostrou ser resiliente o suficiente para enfrentar essa variação. Magda lembrou que nesse começo desse ano, as variações estão exacerbadas com a guerra no Irã. — Nossa política segue sólida. Observamos as paridades internacionais de petróleo sem repassar as volatilidades para o mercado interno. No ano passado entregamos um ótimo resultado em relação a preços. Tenho recebido essa semana muitas perguntas em relação a isso. Vale a mesma coisa para quando cai e sobe. Continuamos importando e exportando o que precisamos. Nossas refinarias continuam com sua capacidade de processamento crescendo. E nosso caixa continua objeto da nossa atenção. E queremos continuar a resiliência da companhia com redução de custo. Hojeestamos falando em US$ 85, há alguns dias falamos US$ 55. E há quem fale em US$ 55 para o ano que vem. Estamos olhando todas as variáveis e condições, garantindo que a empresa esteja absolutamente preparada para enfrentar quaisquer desses cenários que se apresentem ao longo de 2026 e 2027. 'Respostas mais rápidas' Porém, Magda, ao responder a outro questionamento de um dos analistas, disse que, se a alta do petróleo for consistente, vai “exigir respostas mais rápidas”. — Nesse momento a gente está se perguntando até que momento essa cotação vai continuar. E essa pergunta ainda não está respondida. Se essa volatilidade for grande e a subida for grande assim, ela vai exigir respostas mais rápidas se a subida fosse mais lenta. Nesse momento, não temos certeza dessa premissa. Segundo Claudio Romeo Schlosser, diretor Executivo de Logística, Comercialização e Mercados da Petrobras, lembrou que a companhia ficou de dois a três dias sem negociação de óleo com o início da guerra no Irã. — Tem 146 embarcações meio trapeadas lá (na região do conflito). Os mercados que a gente abastece estão fora da região do conflito, como Índia, China e Europa. Há uma valorização e posicionamento para a companhia. Há margem maior. Quando a gente compara o frete, a Petrobras tem uma posição privilegiada. Na exportação de petróleo, temos 30% do frete com contrato de longo prazo. Na média do mercado não chega a 10%. O diretor lembrou que a política de preços da empresa foi criada para lidar com momentos de volatilidade. — A estratégia comercial da Petrobras foi criada para momentos como esse de volatilidade. Ela foi criada para isso. A estratégia comercial dá essa robustez na condição de seus negócios. Em derivados, a Petrobras não encontra dificuldade em cumprir o planejamento dela. As importações estão conforme o planejamento. Conversamos com o mercado. Tem uma importação relevante sendo feita por importadores. E certamente a visão de longo prazo está bem coberta e o curto prazo é foto a foto. Cada dia é o seu dia. E vamos monitorando e fazendo análises.",
"title": "Petrobras diz que evitará repassar volatilidade do petróleo ao consumidor brasileiro"
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