{
"$type": "site.standard.document",
"bskyPostRef": {
"cid": "bafyreihxm7mo5kqvvzly3woxud7e27x2u4skc2eqcd4ik7ipb4lw3usf5q",
"uri": "at://did:plc:jyxhsywpmmdp5j2fxziceuc7/app.bsky.feed.post/3mgabi6pxwoh2"
},
"coverImage": {
"$type": "blob",
"ref": {
"$link": "bafkreiewgwh7vttqledlfmra4jvmqo2sqdwp2lpkc6vmucmd74pvbsjhne"
},
"mimeType": "image/jpeg",
"size": 1406585
},
"path": "/economia/noticia/2026/03/04/cpi-do-crime-organizado-recorre-ao-stf-contra-decisao-de-gilmar-que-suspendeu-quebra-de-sigilo-de-empresa-ligada-a-toffoli.ghtml",
"publishedAt": "2026-03-04T11:52:56.000Z",
"site": "https://oglobo.globo.com",
"tags": [
"O Globo"
],
"textContent": "\nA CPI do Crime Organizado, por meio da Advocacia do Senado, recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar reverter a decisão do ministro Gilmar Mendes que suspendeu a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático da empresa Maridt Participações S.A., alvo de investigação da comissão. O recurso foi protocolado após a decisão liminar do magistrado que anulou a medida aprovada pelo colegiado. O pedido foi apresentado na forma de agravo interno, instrumento que leva a discussão ao colegiado da Corte. Na peça, os advogados do Senado afirmam que a CPI possui poderes de investigação equivalentes aos de autoridades judiciais e pode determinar a quebra de sigilos quando houver indícios que justifiquem a medida. A quebra de sigilos da Maridt havia sido aprovada pela comissão no fim de fevereiro, a partir de requerimento do senador Alessandro Vieira (MDB-SE). Os parlamentares autorizaram o acesso aos dados da empresa no período de janeiro de 2022 a fevereiro de 2026, no âmbito das apurações sobre possíveis conexões entre o Banco Master e estruturas suspeitas de lavagem de dinheiro. A empresa tem como sócios José Eugênio Dias Toffoli e José Carlos Dias Toffoli, irmãos do ministro do STF Dias Toffoli. O caso ganhou repercussão após vir à tona a participação da empresa em negócios ligados ao resort Tayayá, no interior do Paraná, que foi vendido a um fundo ligado ao cunhado de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Na decisão proferida na última sexta-feira, Gilmar Mendes anulou a quebra de sigilo ao considerar que a CPI extrapolou os limites de sua investigação. Para o ministro, o requerimento aprovado pelos parlamentares apresentou “narrativa e justificação falhas, imprecisas e equivocadas”, sem indicar elementos concretos que vinculassem a empresa aos fatos investigados. Segundo Gilmar, a medida representaria uma “providência invasiva” sem fundamentação adequada e configuraria desvio de finalidade por parte da comissão parlamentar. O magistrado também afirmou que o ato poderia resultar em uma “verdadeira devassa” na esfera privada dos investigados. Com a decisão, o ministro determinou que órgãos e empresas que receberam pedidos de informação da CPI se abstenham de encaminhar dados da Maridt à comissão. Caso algum material já tenha sido enviado, ele determinou que os dados sejam imediatamente destruídos, sob pena de responsabilização administrativa e penal. Em nota, a CPI afirmou que as investigações seguem em curso e que a comissão continuará adotando medidas para esclarecer os fatos apurados. A CPI do Crime Organizado foi criada para apurar a atuação e o financiamento de facções criminosas e milícias no país, incluindo possíveis conexões financeiras e estruturas de lavagem de dinheiro.",
"title": "CPI do Crime Organizado recorre ao STF contra decisão de Gilmar que suspendeu quebra de sigilo de empresa ligada a Toffoli"
}