Botafogo empata com o Boavista, confirma favoritismo e vai à final da Taça Rio contra o Bangu
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March 1, 2026
Em um duelo com mais nomes Arthur (quatro, sendo um deles sem H) em campo que finalizações certas ao gol (duas), o Botafogo deixou seus torcedores para lá de entediados. Ao menos eles não sofreram sustos e viram o time avançar à final da Taça Rio depois do empate em 0 a 0 com o Boavista, ontem, no Estádio Nilton Santos — o alvinegro havia vencido por 2 a 0 na ida. O adversário na decisão será o Bangu, que eliminou o Volta Redonda na sexta-feira. O jogo Com um importante compromisso diante do Barcelona de Guayaquil, no Equador, marcado para esta terça-feira, às 21h30, o alvinegro optou por poupar esforços no Estadual. A meta era ter o grupo inteiro para o último confronto da fase prévia da Libertadores. Por isso, o que se viu em campo foi uma equipe alternativa, com maioria de atletas da base, acompanhados de nomes que estão procurando espaço no elenco principal — seja por estarem em baixa, como Artur, ou por ainda buscarem ritmo de jogo, como Joaquín Correa e Arthur Cabral (ambos voltando de lesão) e Edenílson (recém-contratado). O time comandado por Martín Anselmi encontrou no Boavista um rival que pouco fez questão de manter a bola no primeiro tempo e que apostaria num “tudo ou nada” na etapa final. Por isso, a equipe de Saquarema iniciou a partida com linhas baixas, no aguardo de um alvinegro ofensivo, que eventualmente desse brecha para contra-ataques. Em diversos momentos, porém, o Botafogo teve tempo e espaço para trocar passes. A ponto de terminar os 45 minutos iniciais com quase 80% de posse de bola, mas apenas seis finalizações (e somente uma na mira do gol, com Arthur Cabral). A dinâmica em campo fez com que Arthur Novaes se destacasse no meio-campo, construindo as jogadas progressivamente da defesa ao ataque, ou mesmo arriscando lançamentos que deixaram companheiros em posições boas — Edenílson e Correa desperdiçaram suas oportunidades. Na volta do intervalo, o time visitante mudou de postura e começou a marcar em cima, deixando o jogo mais dinâmico. O Botafogo passou a ser pressionado, mas também teve o desejado espaço para trabalhar a bola no ataque, principalmente com Artur, pela ponta direita. Mas a equipe seguiu pecando no último passe ou na finalização das jogadas. Uma reviravolta até parecia se construir quando o atacante Berê foi derrubado na área por Kadu e o juiz marcou a penalidade máxima. Mas o VAR apareceu para anular o lance ao apontar um impedimento do atacante no início da jogada. Anselmi, então, recorreu ao banco de reservas para sustentar o placar, com Montoro, Barrera e Arthur Izaque entrando na reta final. A partir daí, o Boavista passou a ter dificuldades para marcar as saídas pelas laterais do Botafogo e se despediu do Carioca. Ao alvinegro resta a decisão da Taça Rio, em jogo único no próximo fim de semana.
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