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Ataques de EUA e Israel tiveram como alvo líder supremo, presidente do Irã e outras lideranças do regime, diz Exército israelense

O GLOBO | Confira as principais notícias do Brasil e do mundo February 28, 2026
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As Forças Armadas de Israel detalharam que os ataques deste sábado, conduzidos em cooperação com os EUA, tiveram como alvo lideranças do regime iraniano, incluindo o líder supremo do regime teocrático, o aiatolá Ali Khamenei, e o presidente Masoud Pezeshkian. A confirmação sobre os alvos da parte israelense ocorre após fontes iranianas confirmarem que os bombardeios atingiram tanto a sede da Presidência quanto o bairro onde está localizada a residência de Khamenei. Não há nenhuma confirmação sobre autoridades mortas até o momento. Análise: Ao lançar ataque contra o Irã sem objetivo definido, Trump evoca fracassos passados dos EUA Reação do Brasil: Governo Lula condena ataque dos EUA e de Israel ao Irã "O ataque desta manhã ocorreu simultaneamente em vários locais de Teerã, onde altos funcionários políticos e de segurança estavam reunidos", informou o Exército israelense em um comunicado neste sábado, acrescentando que os militares estão "avaliando os resultados do ataque" e "em alerta máximo em várias frentes". Initial plugin text Ainda não há um balanço consolidado sobre os primeiros ataques americanos e israelenses contra o Irã, uma vez que os bombardeios ao território ainda não cessaram e a nação persa responde com uma retaliação extensa contra bases militares americanas e israelenses. Fontes iranianas citadas por agências locais e ocidentais afirmaram mais cedo que Khamenei estaria em um local seguro, e que o presidente não estava no Palácio da Presidência quando este foi bombardeado. Fontes israelenses ouvidas em anonimato pela rede americana CNN afirmaram que entre os alvos de alto-perfil na mira da operação estavam também o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas do Irã, Sayyid Abdolrahim Mousavi, o secretário do recém-criado Conselho de Defesa do Irã, Ali Shamkhani, e o secretário do Conselho de Segurança Nacional do Irã, Ali Larijani. O principal integrante da linha-de-frente do governo iraniano a se pronunciar desde o início dos ataques foi o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, até então o principal negociador nas tratativas diplomáticas envolvendo Teerã e Washington, mediadas por Omã, para assegurar um novo acordo nuclear. Em uma mensagem desafiadora na rede social X, Araghchi prometeu uma resposta intensa. "A guerra de Netanyahu e Trump contra o Irã é totalmente gratuita, ilegal e ilegítima", escreveu Araghchi, acrescentando: "Trump transformou 'América Primeiro' em 'Israel Primeiro' — o que significa 'América por Último'. Nossas Poderosas Forças Armadas estão preparadas para este dia e darão aos agressores a lição que merecem". A mensagem do chanceler incluía ainda uma captura de tela de uma mensagem publicada por Trump em 2012, em que afirmava que o então presidente Barack Obama lançaria um ataque contra o Oriente Médio para superar uma queda de popularidade interna. A mensagem dizia: "Agora que os índices de aprovação de Obama estão em queda livre – fiquem de olho nele, pois ele pode lançar um ataque na Líbia ou no Irã. Ele está desesperado". Pesquisas divulgadas nesta semana nos EUA apontaram que a desaprovação ao governo Trump alcançou o patamar de 56%. Initial plugin text Oficialmente, o Irã confirmou a morte de ao menos 51 pessoas em um ataque atribuído a Israel em uma escola na província de Hormozgan, perto do estreito de Ormuz. O porta-voz dos serviços do Crescente Vermelho no Irã, Mojtaba Khaledi, afirmou que 20 das 31 províncias do país foram afetadas pelos ataques. Entre as principais cidades estão Teerã, Tabriz e Isfahã — esta última, onde está uma das principais centrais nucleares do programa iraniano. Cenas de caos e pânico ficaram registradas em vídeos publicados a partir do país neste sábado. Pais correram de volta para escolas do país, minutos após deixarem os filhos nas salas de aula, enquanto trabalhadores deixaram escritórios para procurar abrigo e motoristas abandonaram seus carros em meio ao trânsito congestionado. (Com AFP e NYT)

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