Novo organograma do PCC tem setor de redes sociais e jurados de morte
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February 24, 2026
A Polícia Civil de São Paulo desenhou um novo organograma do Primeiro Comando da Capital (PCC), com departamentos inéditos: núcleo de associados, compliance, redes sociais e jurados de morte. Segundo o documento, os cem integrantes estão distribuídos em 16 setores, e 89 deles são membros batizados com poder de voto. Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, continua na alta cúpula e ainda é considerado o líder. Os associados são espécies de executivos do crime. Apesar de não serem integrantes batizados, com número de identificação e padrinho, tocam negócios para a facção, especialmente finanças e lavagem. Entre eles, Mohamad Hussein Mourad, o Primo, foragido da Justiça por corrupção envolvendo postos de combustíveis. O setor do raio-X funciona como o departamento de compliance, e tem a função de monitorar a conduta e o cumprimento de ordens. Está sob o comando do preso Gratuliano de Souza Lira, o Quadrado. Já a sintonia da internet e redes sociais coordena a comunicação da facção, padroniza linguagem ideológica, monitora publicações e dá suporte técnico. Sua tarefa é garantir a segurança e a discrição nas trocas de mensagens. Já os decretados são ex-líderes expulsos, atualmente sob ameaça de morte da própria facção. O relatório cita, entre outros, os presos Abel Pacheco de Andrade, o Vida Loka, que foi número dois do PCC e rompeu com Marcola, e Wanderson Nilton de Paula Lima, o Andinho, acusado de participar da morte do prefeito de Campinas, Toninho do PT em 2001. A informação sobre o novo organograma do PCC foi revelada pelo SBT, e confirmada pelo Globo.
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