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China pede que Trump revogue tarifas unilaterais após decisão da Suprema Corte

O GLOBO | Confira as principais notícias do Brasil e do mundo February 23, 2026
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A China pediu nesta segunda-feira ao governo dos Estados Unidos o cancelamento das tarifas unilaterais anunciadas pelo presidente Donald Trump, depois que a Suprema Corte declarou ilegais grande parte das taxas. Caos tarifário: EUA dizem a parceiros para honrarem acordos tarifários já firmados Após Trump anunciar tarifa de 15%: Veja em mapa os países que serão mais ou menos taxados Na sexta-feira, o tribunal determinou que Trump não tem autoridade para impor tarifas com base em uma lei de 1977, na qual ele se apoiou para aplicar as taxas, que abalaram o comércio mundial. A decisão provocou a fúria de Trump, que em um primeiro momento anunciou uma tarifa global de 10% com base em outra lei, antes de elevar a taxa no sábado para 15%. O Ministério do Comércio chinês afirmou nesta segunda-feira que está fazendo uma "ampla avaliação" do impacto da decisão e pediu a Washington que suspenda as tarifas. "A China pede aos Estados Unidos que cancelem suas tarifas unilaterais contra seus parceiros comerciais", afirmou o ministério em um comunicado. "Não há vencedores em uma guerra comercial e o protecionismo não leva a lugar nenhum". Initial plugin text As novas tarifas de 15% devem entrar em vigor nesta terça-feira e permanecerão em vigor por pelo menos 150 dias, com exceções para alguns produtos. Vantagem: Xi Jinping terá mais poder de barganha para negociar com Trump em cúpula de abril, após decisão da Suprema Corte O Ministério das Relações Exteriores chinês também ressaltou que acompanha "de perto" possíveis medidas dos Estados Unidos para manter as tarifas elevadas além dos 150 dias. A decisão da Suprema Corte foi uma repreensão surpreendente de um órgão judicial que apoiou diversas vezes as medidas adotadas por Trump desde seu retorno ao poder no ano passado. Foi um revés político importante ao anular sua principal medida econômica. Vários países anunciaram que examinam a decisão judicial e os anúncios posteriores de Trump sobre novas tarifas. Financial Times: Brasil terá a maior redução de tarifa média, com taxa de 15% anunciada por Trump, diz jornal A Comissão Europeia, braço executivo da União Europeia, por exemplo, está exigindo que os Estados Unidos cumpram os termos do acordo comercial fechado no ano passado, e ameaça congelar aprovação da parceria no Parlamento. A UE teme perder isenções a produtos exportados para os EUA com a mudança na política tarifária. O representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, declarou no domingo que os acordos de seu país com a China, a União Europeia e outros parceiros permanecerão em vigor apesar da decisão.

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