Diálogos RJ discute uso da tecnologia na segurança pública; saiba como participar
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February 23, 2026
O uso de inteligência artificial, reconhecimento facial e sistemas integrados de dados como ferramentas estratégicas na segurança pública será o foco da primeira edição do ano do Diálogos RJ, marcada para esta terça-feira (24), às 9h30. O evento promovido pelo GLOBO, gratuito e aberto ao público, terá como tema “Tecnologia na segurança pública: eficácia, controle e direitos” e vai reunir autoridades, especialistas e representantes da sociedade civil para discutir resultados práticos, desafios técnicos e os limites éticos e legais do uso dessas tecnologias no estado. Rio antigo: Livro reúne 300 fotos inéditas do Centro antes da demolição para a passagem da Avenida Presidente Vargas Rocinha vira badalado cartão-postal: Confira as novidades que turbinam o turismo na comunidade A proposta do encontro é colocar frente a frente gestores da área de segurança e estudiosos do direito digital para tratar tanto da efetividade das ferramentas quanto das garantias constitucionais envolvidas no uso de dados e no monitoramento em larga escala. As inscrições podem ser feitas pelo link oglobo.globo.com/projetos/dialogosrj/. O primeiro painel, “O uso de novas ferramentas no combate e na prevenção ao crime”, vai reunir o diretor de Infraestruturas de Tecnologia do Centro Integrado de Comando e Controle da PM, major Agdan Fernandes; o coordenador do Disque Denúncia e presidente do Instituto MovRio, Renato Almeida; e o CEO e cofundador da empresa de tecnologia Gabriel, Erick Coser. Da segunda mesa, “Como garantir direitos e privacidade da população”, vão participar o secretário de Segurança Pública, Victor César dos Santos; a porta-voz do programa de Telecomunicações e Direitos Digitais do Instituto de Defesa de Consumidores (Idec), Julia Abad; e o professor da FGV Direito Rio Luca Belli, coordenador do Centro de Tecnologia e Sociedade da instituição. A mediação será de Rafael Soares, repórter dos jornais O GLOBO e Extra. O secretário Victor dos Santos afirma que a tecnologia deixou de ser complementar e ocupa papel central na política de segurança do estado: — Hoje trabalhamos com reconhecimento facial, leitura automática de placas, extração de dados com autorização judicial e sistemas integrados que cruzam informações em tempo real. A inteligência artificial transforma grandes volumes de dados em inteligência aplicada, orientando o policial na ponta e permitindo decisões mais rápidas e precisas. Isso amplia nossa capacidade de prevenção, qualifica as investigações e torna o uso do recurso público mais eficiente. Segundo ele, a integração de bases estaduais e municipais por meio do Sistema Integrado de Segurança Pública (Sisp) reduziu o tempo de resposta e facilitou a atuação conjunta das forças. — Quando conectamos bancos de dados e utilizamos algoritmos para identificar padrões, conseguimos agir de forma mais estratégica. A tecnologia não substitui o policial, mas fortalece sua atuação, dá mais transparência ao serviço e aumenta a proteção ao cidadão — defende. Na primeira mesa, o major Agdan Fernandes apresentará números relacionados ao impacto dessas ferramentas. Ele ressalta que a expansão do sistema ainda depende de investimentos em conectividade, armazenamento de dados e integração entre plataformas, além de treinamento contínuo para evitar falhas e reduzir falsos positivos. — Em pouco mais de dois anos, o reconhecimento facial permitiu a prisão de cerca de 800 criminosos e a recuperação de mais de mil veículos. Também auxiliou na localização de mais de 80 pessoas desaparecidas. As câmeras corporais contribuíram para a redução de confrontos e ampliaram a segurança jurídica dos policiais — destaca. Já o professor Luca Belli observa que o avanço tecnológico deve ser acompanhado de regras mais claras: — O reconhecimento facial já é utilizado no Brasil mas ainda não há uma lei específica para disciplinar seu uso na segurança pública. É fundamental realizar auditorias independentes, divulgar estudos de impacto e garantir transparência sobre o tratamento de dados biométricos, que são dados sensíveis. Segurança e direitos não são objetivos opostos. O evento será realizado no auditório da Editora Globo, na Rua Marquês de Pombal 25, no Centro. Initial plugin text
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