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Motta diz que Câmara vai votar acordo entre Mercosul e UE na próxima semana em reação às tarifas de Trump

O GLOBO | Confira as principais notícias do Brasil e do mundo February 21, 2026
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O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB) afirmou neste sábado que a Casa vai priorizar a votação do acordo Mercosul com a União Europeia (UE). A avaliação do Legislativo é passo necessário para formalizar a aprovação do acordo pelo governo brasileiro. Motta disse que a votação é necessária diante das incertezas causadas pelo anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de aumentar as tarifas impostas a outros países, como o Brasil. “Com as incertezas acerca da imposição de tarifas pelos Estados Unidos, resta ao Brasil lutar pela previsibilidade nas relações comerciais internacionais. Por isso, priorizaremos a votação do acordo Mercosul-UE para a próxima semana”, escreveu o presidente da Câmara nas redes. O deputado federal (Republicanos-SP) foi designado como relator do projeto que tramita na Câmara, segundo o presidente da Casa. Neste sábado, Trump disseque vai aumentar a tarifa global de 10%, anunciada um dia antes, para 15%, em reação à decisão da Suprema Corte dos EUA que considerou ilegal o mecanismo usado por ele para aplicar as tarifas. O acordo com a União Europeia foi enviada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Congresso Nacional no início deste mês. A aprovação do acordo pelo Congresso foi citada como uma das três pautas prioritárias do governo neste ano, em mensagem enviada por Lula ao Legislativo. O acordo fechado entre os dois blocos prevê redução ou eliminação gradual de tarifas de importação e exportação, que chegam a mais de 90% do comércio total entre os blocos. Além disso, ainda foram estabelecidas regras comuns para áreas como bens industriais e agrícolas, investimentos e padrões regulatórios. O texto precisa ser aprovado na Câmara e Senado para tornar oficial o aceite brasileiro do lado brasileiro. O mesmo precisa acontecer na União Europeia, onde a ação é questionado pelo Parlamento Europeu, que decidiu no final de janeiro que o acordo seja avaliado pela Justiça.

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