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Bad Bunny em SP: porto-riquenho reúne fãs de diversas partes da América no Allianz Parque

O GLOBO | Confira as principais notícias do Brasil e do mundo February 20, 2026
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Ouvidos atentos captam uma série de sotaques da America na pista-premium que cerca o palco de onde brotará o porto-riquenho Bad Bunny, em sua primeiríssima apresentação no Brasil. A apresentação está marcada para começar às 20h30, no Allianz Parque. Mas os fãs já se acumulavam pela arena desde as 16h. A língua que se fala entre os fãs — trajados de camisas com o rosto e nome de “Benito” — não é única. Estão lá diversas vertentes do espanhol, português e inglês. Um dos visitantes estrangeiros que veio a São Paulo para aproveitar a turnê “Debí tirar más fotos” foi o porto-riquenho (que estava enrolado na bandeira de seu país) Angel Lebron, de 26 anos. Ele mora atualmente em Filadélfia, nos Estados Unidos, e veio ao país para ver o artista. — Eu admiro que o Bad Bunny tenha se posicionado contra a forma de controle de imigração nos EUA e se comprometeu não fazer apresentações lá — afirmou. — É minha terceira vez assistindo-o. Ao lado dele estava uma nova amiga, Micaela Aguilar, que está comemorando 25 anos hoje. A moça veio da cidade de Missiones, na Argentina. — Sinto que nos conectamos com ele, na Argentina, também viemos um momento desafiador na política — diz. Rodrigo Diaz na espera pelo show de Bad Bunny em São Paulo Mariana Rosário Mais adiante, estava o mexicano Rodrigo Diaz, de 26 anos. Movido por uma paixão por um brasileiro, ele decidiu visitar o país (e por aqui ficar alguns meses). O romance não foi para frente, mas ele o jovem de Toluca aproveitou a visita ao país para conferir a apresentação de Bad Bunny. — Conheci um brasileiro poucos dias antes de Bad Bunny lançar o álbum "Debi tirar más fotos", toda nossa história foi com a música do Bad Bunny. Foi a primeira vez que me apaixonei, então tudo foi muito significativo. É minha primeira vez no Brasil e aqui concluo um ciclo. Estou emocionado — afirmou. JC Leon, Alícia Rodriguez, Josselyn Fernandez, Alexis Fernandez, Stephanie Otero e Albert Perez à espera do show de Bad Bunny em São Paulo Mariana Rosário A poucos metros de distância estava um grupo de seis amigos de origem latina que hoje vivem em Miami, nos Estados Unidos. Como Bad Bunny planeja não fazer shows nos Estados Unidos, eles decidiram fazer as malas para curtir a apresentação diretamente para o Brasil. E, amanhã, planejam já estar no Rio, para conhecer a cidade. — Eu choro ouvindo o que ele diz, como uma professora da dança, e na minha vida, consigo me conectar com o que ele diz — afirma Stephanie Otero, de 28 anos. A amiga, Alexis Fernandez, diz ter uma dúvida. — Mas vocês sendo brasileiros entendem o que ele fala? — analisa. Mariana Félix à espera do show de Bad Bunny em São Paulo Mariana Rosário É claro! E há muitos brasileiros também esperando para ver Benito. Entre eles, a publicitária Mariana Félix de 32 anos, que lutou bravamente ao lado de 15 amigos para que todos conseguissem comprar ingressos para a apresentação. Ela usava um chapéu de palha, referência à população rural de Porto Rico, que Bad Bunny adaptou em sua presença no último MET Gala. — Fizemos um grupo no WhatsApp! E fomos nos ajudando a conseguir comprar ingressos para todos. Esperei 270 dias por esse momento! — celebra. — Somos um povo só como latinos, temos nossas diferenças, mas há similaridades muito grandes. Antes, quando não era tão conhecido era muito bom encontrar um amigo que também curtia a música dele. Guilherme Rodrigues à espera do show de Bad Bunny em São Paulo Mariana Rosário O que não falta no show, vale dizer, são fãs de tempos passados. O paulistano Guilherme Rodrigues, de 27 anos, fazia montagens de si mesmo ao lado do cantor desde 2018. — Esperei por esse momento por quase 10 anos! É muito gratificante, ele define nossa união. Aqui há brasileiros, vezenuelanos, mexicanos. É um artista que merece o reconhecimento que tem — diz. — A musica "Debi tirar más fotos" fala dessa necessidade de nos registrar junto as pessoas enquanto elas estão aqui. Há sete meses perdi minha avó, acho que vai ser emocionante ouvir essa canção aqui.

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