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Carol Solberg é suspensa pela FIVB por comemorar prisão de Bolsonaro

O GLOBO | Confira as principais notícias do Brasil e do mundo February 19, 2026
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A atleta do vôlei de praia Carol Solberg foi suspensa por "conduta antiesportiva" e não poderá disputar a primeira etapa do Circuito Mundial deste ano, em João Pessoa, em março. Ela recebeu a punição da Federação Internacional de Vôlei (FIVB) por ter comemorado a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro em etapa do Circuito Mundial de vôlei de praia no fim do ano passado. A informação foi dada pelo jornalista Juca Kfouri, no portal UOL, e O GLOBO confirmou os dados. Após conquistar a medalha de bronze ao lado de Rebecca no Mundial da Austrália, dia 23 de novembro de 2025, Carol Solberg disse que era "uma dia incrível", em entrevista ao vivo a um canal de TV da Austrália. "É um dia maravilhoso para mim, estou tão feliz", falou Carol. "E também é um dia maravilhoso para o mundo. Ontem, no Brasil, colocaram na cadeia o pior presidente de todos os tempos. Bolsonaro está preso e é tão importante que celebremos", disse, na ocasião. "Estou orgulhosa de carregar essa bandeira agora". Em seguida, continuou, em português: "Vamos comemorar, galera, Bolsonaro na cadeia, porra!" Segundo Juca Kfouri, a FIVB se baseou no artigo 8.3 de seu regulamento disciplinar, que define insultos, gestos, sinais ou linguagem ofensivas, demonstração de natureza não esportiva e comportamento que traga descrédito ao esporte e/ou à entidade, como "conduta antidesportiva". Não é a primeira vez que Carol se vê envolvida em polêmica com tema político. Em outubro de 2020, Carol foi punida com uma advertência pela 1ª Comissão Disciplinar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) do vôlei após dizer "fora, Bolsonaro" em entrevista ao vivo ao SporTV. Inicialmente, a procuradoria do STJD queria multar a atleta em R$ 100 mil e suspendê-la de seis campeonatos, penalidade máxima no tribunal esportivo. Em entrevista exclusiva ao GLOBO, naquela época, Carol contou ter sofrido ameaças após protesto contra Bolsonaro, mas que não se arrependia: 'medo é pela democracia'. — Não me arrependo, zero, nem um pouco. Foi totalmente espontâneo, um grito mesmo, uma coisa que está entalada há muito tempo, por conta das coisas que estão acontecendo no nosso país. Está no peito, na garganta... e sinto que nós atletas temos a obrigação de usar a nossa voz. E o momento em que estou em quadra é o momento que tenho voz — falou a atleta à época. — Como cidadã me sinto na obrigação de me manifestar e exercer a minha cidadania mesmo.

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