Rei da Dinamarca visita Groenlândia em apoio ao território, alvo de Donald Trump
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February 18, 2026
O Rei Frederico X da Dinamarca iniciou nesta quarta-feira uma visita de três dias a Nuuk, capital da Groenlândia, em apoio ao território cobiçado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Frederico X, de 57 anos, acenou para as dezenas de moradores que vieram recebê-lo no aeroporto, onde o primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, o aguardava, conforme observou um jornalista da AFP. Demétrio Magnoli: Mundo vive ‘momento Groenlândia’ Crise climática: alta histórica das temperaturas em janeiro expõe efeitos do aquecimento global na Groenlândia "Viemos ver o rei", disse um homem de 44 anos em meio às bandeiras da Groenlândia agitadas por seus compatriotas. "É importante para nós", acrescentou. Em declarações à imprensa após o encontro com o primeiro-ministro, o monarca afirmou ser "um grande prazer" retornar à Groenlândia para se encontrar "com o povo". Essas pessoas e seu bem-estar são "muito importantes para mim", acrescentou. "Sempre foram e sempre serão", disse Frederico X. Entre os eventos agendados para quarta-feira na agenda do soberano, cujo papel é principalmente simbólico, estão visitas à empresa pesqueira Royal Greenland e à sede do Comando Ártico, responsável por monitorar e proteger a soberania do Reino da Dinamarca na região do Ártico. Em visita à Groenlândia, o Rei Frederico X da Dinamarca (à esquerda) é recebido pelo primeiro-ministro Jens-Frederik Nielsen (ao centro) Bo Amstrup/Ritzau Scanpix/AFP Na quinta-feira, ele viajará para Maniitsoq, cerca de 150 km ao norte de Nuuk, onde se reunirá com líderes empresariais locais, e na sexta-feira irá para Kangerlussuaq, mais ao norte, para visitar o centro de treinamento ártico das tropas dinamarquesas. Apesar de um passado colonial difícil neste território autônomo, a monarquia dinamarquesa goza de grande popularidade na Groenlândia. Apreciador de atividades ao ar livre, Frederico participou de uma expedição de quatro meses pela Groenlândia em 2000 com o navio de patrulha de elite da Marinha Dinamarquesa, o Sirius. Trump afirma que o controle da Groenlândia é essencial para a segurança dos EUA e acusa a Dinamarca e os países europeus de não protegerem adequadamente esta região estratégica das ambições russas e chinesas. Após semanas de ameaças que desencadearam uma das crises mais graves da história da Otan desde 1949, Trump descartou uma operação militar para tomar a Groenlândia após a assinatura de um acordo-quadro com o Secretário-Geral da Otan, Mark Rutte. O acordo visa fortalecer a influência dos EUA e abrir caminho para negociações entre a Dinamarca, a Groenlândia e os Estados Unidos.
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