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  "textContent": "\nSeja pela estética descontraída ou pela praticidade durante os blocos, as pochetes viraram guardiãs de uma espécie de “kit sobrevivência” dos foliões cariocas neste carnaval. Pequenas no tamanho e gigantes na responsabilidade, elas são um item obrigatório para muitos que querem atravessar blocos sob sol forte, no meio da multidão e ficar horas em pé sem sustos. Se antes eram vistas como brega, neste ano ganharam novo status de itens de segurança — além, claro, de acessórios fashionistas. Há modelos para todos os gostos, das versões metalizadas às artesanais, das minimalistas às transparentes. Entre protetor solar, preservativos e até sal para evitar queda de pressão, o conteúdo revela muito sobre a estratégia de cada um para enfrentar a maratona. Programe-se: Já decidiu onde vai pular carnaval? Confira a ferramenta de blocos do GLOBO Match dos blocos: faça o teste e descubra quem é você no carnaval de rua do Rio Pauliane Casarin, de 33 anos, arquiteta mineira que não abre mão do carnaval carioca, já sai de casa com checklist mental. Na pochete leva celular, documento, dinheiro, protetor solar, batom e um kit de hidratação. O boné e o lenço também começam guardados ali, prontos para entrar em cena quando o sol aperta. — Depois das 10h, o calor muda tudo — diz, enquanto reaplica o filtro solar no meio do Bloco Virtual, que tomou a orla do Leme, na Zona Sul do Rio, na segunda-feira. Pauliane Casarim, de Minas Gerais, leva celular, batom, documento, dinheiro e papel higiênico na pochete Ana Branco / Agência O Globo Se o Rio ferve, o grupo de amigas que veio da Europa trouxe método. Vitória Rodrigues, de 32 anos, Camila Martins, de 33, Luana De Lazzari, também de 33, e Maria Luísa Alves, de 32, trocaram Barcelona pela folia carioca — mas garantem que a experiência internacional ajudou a montar a pochete ideal. Elas moram na cidade espanhola e participam de um bloco chamado “Amantes Latinos”, mas dizem que o carnaval do Rio exige preparação especial. — Primeiro, a pochete é essencial. Melhor ainda se for doleira, com o celular guardado por dentro da roupa. É muito mais seguro — explica Vitória, durante o Bloco Virtual. Dentro dela, o kit é quase de sobrevivência: dinheiro, documento, chave de casa, óculos de sol, alfinete para emergências na fantasia, elástico de cabelo, álcool em gel, papel, brilho para retoque no meio do dia e, claro, protetor solar. Camila acrescenta um item curioso: — Para mim, não pode faltar sal. Eu tenho pressão baixa, então ajuda se eu começar a me sentir mal. Vitória Rodrigues, 32, Camila Martins, 33, Luana De Lazzari, 33, e Maria Luísa Alves, 32, têm um bloco em Barcelona chamado Amantes Latinos Ana Branco / Agência O Globo Remédio para dor de cabeça também aparece na lista, assim como pequenos frascos de hidratante. A regra é clara: levar o mínimo necessário, mas o suficiente para não depender de improvisos. No “kit sobrevivência” de Luis Gustavo, de 33 anos, não pode faltar um pacote de preservativos e um cortador de unha, além de toalhas para secar o suor. O folião Luis Gustavo, de 33 anos, leva camisinhas na pochete João Marcelo Barreto — Importante ter carregador portátil, cabo, chave de casa. Camisinha é muito importante, vamos noa conscientizar e nos proteger. A rua está \"salgada\", vamos nos conscientizar — defendeu. Dicas de ouro Para quem estreia na festa, a organização começa antes mesmo de sair de casa. Joana Fernanda, de 33 anos, engenheira florestal que mora em Brasília e vive seu primeiro carnaval no Rio, conta que pesquisou dicas e ouviu recomendações de amigos. Optou por uma pochete discreta, usada junto ao corpo. — Todo mundo falou que era essencial para proteger o celular e os documentos. Aqui é muita gente, a gente pula, anda muito. Precisa estar seguro — diz. A tendência também impulsionou pequenos empreendedores. A artesã Beatriz Lamur, de 30 anos, viu no acessório uma oportunidade de negócio. Passou a confeccionar pochetes de todos os modelos e estilos: há peças de crochê coloridas, versões estampadas e até modelos de plástico para não molhar durante a passagem por carros-pipa ou chuvas de verão. Os preços variam entre R$ 30 e R$ 60, dependendo do material. — As pessoas estão buscando segurança e praticidade. Foi uma boa oportunidade de ganhar dinheiro. Tenho certeza que é uma moda que veio para ficar — diz Beatriz. De pistola a microfone, o que tem na bolsa dos foliões em 2026? Entre ambulantes, calor de quase 30 graus e blocos que arrastam milhares de pessoas, a organização pessoal virou quase uma arte. Especialistas em segurança recomendam evitar bolsas grandes e mochilas, preferindo pochetes junto ao corpo ou doleiras internas. Documento físico ou cópia simples, cartão em vez de grandes quantias em dinheiro e celular sempre protegido são medidas básicas. Mas há também o lado simbólico. A pochete é onde o folião guarda o essencial mas também pequenos amuletos, fotos e até glitter reserva para prolongar o brilho até o último acorde. Carioca e veterana de blocos, a administradora Daniele Valente, de 42 anos, mantém uma tradição: usa a mesma pochete há dez anos. O acessório já acompanhou inúmeros carnavais e segue firme. —Essa pochete está comigo em todos os carnavais. Agora percebi que virou moda. As pessoas entenderam que é prática e segura — afirma. Joana Fernanda, de Brasília, e Daniele Valente, do Rio, levam álcool gel, celular e purpurina na pochete Ana Branco / Agência O Globo No fim, a conclusão é unânime entre veteranos e estreantes: fantasia pode ser improvisada, roteiro pode mudar, bloco pode atrasar — mas a pochete bem planejada é o que garante que a única preocupação do dia seja escolher o próximo refrão para cantar. Canudo incluído no kit básico No Que Pena Amor, que este ano pela primeira vez embalou foliões sob o nariz da estátua equestre de Dom Pedro I, na Praça Tiradentes, no Centro do Rio, Ana Paula Barreto, de 53 anos, adotou o kit básico: água, protetor solar e cartão do transporte público. Já a pesquisadora Andressa Temperini, de 29, foi além na precaução: — Tem um canudo, que é super importante e protetor solar, que eu trouxe o grande, muito importante também. Um cartão de aproximação com pouco valor, para não ser roubado. A chave de casa, essa é a extra. remédio de dor de cabeça, porque nunca se sabe — disse. Andressa Temperini e Ana Paula Barreto mostram pochetes no Que Pena Amor Letícia Guimarães Em outro bloco, também no Centro, mesmo equilibrada sobre as pernas de pau, a publicitária Thais Martins, de 32 anos, não abre mão da pochete. Ela, que é figura conhecida no Vem Cá, Minha Flor, transforma o desfile em palco e diversão para a família. Para atravessar a manhã de segunda-feira com segurança, carrega consigo um kit simples, mas essencial: — Eu desfilo de perna de pau aqui há mais de seis anos. Parei um pouquinho quando tive minha filha. Mas quando ela completou um ano, nós viemos juntas — conta. — Protetor solar, que não pode faltar, o celular para conseguir achar alguém se se perder, minhas proteções (joelheiras) e, claro, brilho e glitter. Thais Martins no bloco Vem Cá, Minha Flor Lívia Nani Fantasiados de cogumelo, com roupa costumizada em casa no melhor estilo \"faça você mesmo\", a advogada Mariana Yokohama, de 31 anos, curtiu o Vem Cá, Minha Flor ao lado do namorado Eduardo Alvis, de 34 anos — aniversariante do dia. Juntos há quatro anos, o casal de Curitiba escolheu o carnaval do Rio como cenário para comemorar mais um ano de vida e de parceria e produziu toda a fantasia — que arrancava olhares curiosos — em casa, com estrutura de papelão, cetim e espuma. Os óculos também foram feitos por eles, com referências das redes sociais. Depois de um sábado intenso, o casal confessa que agora o carnaval segue no ritmo do corpo: o \"máximo\" que a disposição permitir. Para isso, na pochete, um verdadeiro kit sobrevivência acompanha os dois. — Tem álcool em gel, protetor solar, lenço umedecido, isqueiro, remédio, carregador e bateria extra. O dinheiro, o documento e o celular vão em outra doleira — enumera Eduardo. Mariana e Eduardo Alvis no bloco Vem Cá, Minha Flor Lívia Nani Itens indispensáveis Em meio à multidão, e ao calor de 31 graus, os foliões pularam e cantaram marchinhas por horas de festa no Cordão do Bola Preta, no domingo, também no Centro. Alguns itens foram indispensáveis para aproveitar a folia com segurança e conforto. Da nudez ao topless, confira o que pode ou não no carnaval; julgamento muda em 2026, com subquesitos Carnaval RJ 2026: conheça os enredos e ouça os sambas das escolas do Grupo Especial O técnico de informática Ary Dias, de 23 anos, conta que um item importante para enfrentar a maratona da festa é a garantia de bateria no celular. — Carregador portátil, para dar conta das mídias que a gente faz. Álcool em gel também é bom, para manter a higiene. Glitter também não pode faltar para retocar, e sombra e protetor labial ajudam bastante — afirma. O técnico de informática Ary Dias, de 23 anos, tem uma pochete com itens para sobreviver à maratona de festa Bia Leão Na doleira, vai o essencial: cartão de crédito, RioCard e documento de identidade: — O resto é curtir e aproveitar. Eu venho sempre ao Bola Preta. É um dos meus blocos preferidos. Dos megablocos, é um dos melhores, porque conserva a tradição do carnaval carioca, das marchinhas — pontuou. Qual é a rainha de bateria mais icônica da história do carnaval? Júri elege lista das mais marcantes; você concorda? Há também quem vá além do básico e leve até um “kit” completo para o dia de folia, divididos entre uma pochete e uma bolsa térmica. A vendedora Simone Barreto, de 50 anos, prefere garantir hidratação, alimentação e segurança. — Estou carregando água, suco de caju, chope de vinho, cerveja e pastel também — disse. Simone Barreto, vendedora, exibe sua bolsa térmica com pastéis e bebidas Bia Leão Frequentadora fiel do bloco, Simone afirma que marca presença há 15 anos no Bola Preta. Para proteger o celular, ela aposta na praticidade da pochete. Veja o que tem na pochete dos foliões Lucimar Santos no bloco Amigos da Onça Pochete de Lucimar Santos com glitter, documentos , protetor solar e celular Ana Branco/Agência O Globo Lucimar Santos e sua pochete Ana Branco/Agência O Globo Talita Nunes e Leonardo Rosito no Amigos da Onça Casal Talita Nunes e Leonardo Rosito com uma fantasia em alusão ao clipe da música \"Debí tirar más fotos\", do cantor porto-riquenho Bad Bunny Ana Branco/Agência O Globo Pochete da foliã Talita Nunes Ana Branco/Agência O Globo Pochete da foliã Talita Nunes Ana Branco/Agência O Globo Gerson Martins no Amigos da Onça Pochete de Gerson Martins Ana Branco/Agência O Globo Pochete de Gerson Martins Ana Branco/Agência O Globo Vitória Rodrigues, Camila Martins, Luana de Lazzari e Maria Luisa Alves no Bloco Virtual Bloco Virtual, no Leme. Na foto, as pochetes das brasileiras que moram em Barcelona: Vitória Rodrigues, Camila Martins, Luana de Lazzari e Maria Luisa Alves Ana Branco / Agencia O Globo CLIQUE AQUI E VEJA NO MAPA DO CRIME DO RIO COMO SÃO OS ROUBOS NO SEU BAIRRO Initial plugin text",
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