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Com mais de seis décadas de existência, Cacique de Ramos desfila pelo primeiro ano sem seu fundador

O GLOBO | Confira as principais notícias do Brasil e do mundo February 16, 2026
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Em um ano especial e repleto de homenagens, o tradicional Cacique de Ramos fez sua segunda noite de desfiles, na Avenida Chile, no Centro do Rio, nesta segunda-feira (16). O bloco – já veterano do carnaval carioca, com seis décadas de tradição – realizou um cortejo no "Circuito Bira Presidente", criado recentemente pela Prefeitura do Rio em homenagem ao criador do Cacique de Ramos. Estátua em homenagem à Bira Presidente é uma das novidades do carro alegórico do bloco João Marcelo Barreto Programe-se: Já decidiu onde vai pular carnaval? Confira a ferramenta de blocos do GLOBO Carnaval RJ 2026: conheça os enredos e ouça os sambas das escolas do Grupo Especial O tema deste ano foi "O show tem que continuar", referência à musica imortalizada pelo grupo Fundo de Quintal (que também foi fundado por Bira), a escolha está associada ao momento vivido pelo Cacique de Ramos, que foi às ruas pela primeira vez sem a presença de Ubiracy, um dos responsáveis pela criação do bloco. Indiara é estreante no Cacique de Ramos e desfila pela primeira vez em 2026. Ela, que é cabeleireira, diz que a intenção é seguir muitos anos nas alas do bloco. – É um sonho realizado, eu sempre tive essa vontade de sair, mas sempre tinha um imprevisto, e dessa vez eu insisti e tô aqui. Quero seguir mais uns anos, vou virar um baluarte – disse Indiara. Mary, Indiara e Maurina, desfilam juntas no Cacique de Ramos e celebram os 65 anos do bloco João Marcelo Barreto 'Vale isso?': Pode desfilar pelado na Sapucaí? Entenda Wladmir é outro que se fez presente na Avenida. Aos 71 anos de idade, o trader desfila há 18 anos no Cacique, e diz que o bloco representa identidade étnica. – Não é só um bloco, ele tem um significado muito grande para mim. Nas minhas veias correm sangue indígena, minha mãe era índia. Isso é muito forte e o Cacique é tudo em relação a isso – afirma Wladmir. Wladmir Alves é indígena e encontrou no Cacique de Ramos uma identidade cultural em forma de bloco João Marcelo Barreto Novidade: Prêmio para melhores fantasias volta ao Estandarte de Ouro este ano Para Karla Marcelly, filha de Bira e pela primeira vez presidente do bloco, este é um ano repleto de emoção, com um sentimento "indescritível". – A sensação desde ontem foi indescritível, por ser a primeira vez na presidência, e por não ter ele aqui com a gente. O Cacique é uma família, todos se emocionaram. Vimos o público também participando, dizendo que meu pai está muito feliz lá de cima, e eu acredito que ele de fato está – revela Karla. Em relação ao tema, a diretora geral Christian Kelly disse que a escolha "caiu como uma luva", e que não haveria opção melhor se não a canção do Fundo de Quintal. – Foi perfeito, porque era uma frases mais famosas dele. Qualquer problema que acontecia ele falava "mas o show tem que continuar". Não tinha como ser outro tema a não ser esse – disse Christian. Match dos blocos: faça o teste e descubra quem é você no carnaval de rua do Rio A irmã de Karla também comentou sobre a rivalidade entre o Cacique e o Bafo da Onça. Christian diz que para além do histórico, sempre houve uma amizade entre os membros de diretoria, e isso segue até hoje. – Essa rivalidade é histórica, mas sempre foi "de carnaval". A gente sempre caminhou junto, não tem como falar de Cacique de Ramos sem falar de Bafo da Onça, justamente pela rivalidade. Ao mesmo tempo, é uma amizade também muito grande, a gente vai manter isso da melhor forma possível, como sempre foi – afirma Christina, celebrando a amizade entre os blocos. CLIQUE AQUI E VEJA NO MAPA DO CRIME DO RIO COMO SÃO OS ROUBOS NO SEU BAIRRO Initial plugin text

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