{
  "$type": "site.standard.document",
  "bskyPostRef": {
    "cid": "bafyreiajxdnmou4kpjhiwb7mguyub6slxkuxo63dwqbh7hyxggtagwuthi",
    "uri": "at://did:plc:jyxhsywpmmdp5j2fxziceuc7/app.bsky.feed.post/3mevpvce6lru2"
  },
  "coverImage": {
    "$type": "blob",
    "ref": {
      "$link": "bafkreign7vquoo5ifznbmhmn6ux4yar3ucynqjfcvggind54keaqinepeq"
    },
    "mimeType": "image/jpeg",
    "size": 304531
  },
  "path": "/saude/noticia/2026/02/15/carnaval-e-pra-pet-especialista-alerta-sobre-riscos-da-folia-para-caes-e-gatos.ghtml",
  "publishedAt": "2026-02-15T13:06:00.000Z",
  "site": "https://oglobo.globo.com",
  "tags": [
    "O Globo"
  ],
  "textContent": "\nPara muitos pets, o Carnaval está longe de ser sinônimo de diversão. Segundo a psicóloga especializada na relação humano-animal Juliana Sato, bloquinhos e desfiles reúnem estímulos intensos e imprevisíveis: barulho, cheiros, calor, toque de desconhecidos e mudança de rotina. — Para muitos animais, isso é sobrecarga. Soma-se a isso o fato de que, na folia, o responsável costuma ficar mais distraído, e o pet perde sua principal referência de segurança — explica. Os riscos vão além do desconforto: hipertermia, desidratação, queimaduras nas patas, pisoteamento, fugas, intoxicações e crises respiratórias estão entre as emergências mais comuns. No campo emocional, o animal pode entrar em pânico, tentar escapar, congelar ou reagir com agressividade defensiva. — Uma experiência ruim pode aumentar a sensibilidade a barulhos e aglomerações depois — alerta. Sinais como ofegância fora do normal, tremores, cauda baixa, orelhas para trás, pupilas dilatadas, tentativa de se esconder ou de ir embora indicam que o limite foi ultrapassado. Em gatos, retraimento e rigidez corporal são comuns. — Quando o animal muda completamente sua forma habitual de se comunicar, o limite já foi ultrapassado — diz. Mas existem exceções sobre levar o pet para bloquinhos. É o caso de ambientes muito controlados, pouco cheios, sem som alto, com temperatura amena, permanência curta e rota de saída fácil e apenas para animais já bem adaptados. — Mesmo assim, o responsável precisa estar disposto a ir embora no primeiro sinal de desconforto — afirma a especialista. Para quem opta por sair com o animal, os cuidados básicos incluem escolher horários mais frescos, oferecer água, buscar sombra, evitar asfalto quente, usar guia segura e identificação atualizada, não forçar contato com desconhecidos e evitar fantasias que esquentem ou apertem. Entre as alternativas responsáveis estão passeios em horários tranquilos, enriquecimento ambiental em casa e o apoio de pet sitters quando o responsável vai passar muitas horas fora. — Separar espaços não é abandono. É cuidado — afirma Juliana.",
  "title": "Carnaval é pra pet? Especialista alerta sobre riscos da folia para cães e gatos"
}