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Número de mortos e hospitalizados por acidentes de trânsito aumenta em Niterói

O GLOBO | Confira as principais notícias do Brasil e do mundo February 15, 2026
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Niterói fechou o ano de 2025 com alta nas internações e óbitos por acidentes de trânsito. O número de vítimas hospitalizadas após acidentes na cidade cresceu 19,4% em comparação a 2024, totalizando 1.511 internações, contra 1.265 no ano anterior. O crescimento da violência nas vias também se refletiu no número de óbitos: 38 pessoas perderam a vida, quatro a mais que no ano anterior, um aumento de 12%, segundo dados do Ministério da Saúde. Morre Tânia Rodrigues: ex-deputada, ex-vereadora de Niterói e militante pelos direitos das pessoas com deficiência Conquista inédita: Império de Charitas é a vencedora do carnaval de Niterói De acordo com balanço do Corpo de Bombeiros, a corporação realizou 3.787 atendimentos a acidentes de trânsito na cidade em 2025, contra 3.705 no ano anterior. Embora o número total de acionamentos tenha tido uma alta leve, o número de ocorrências com grvidade aumentou, resultando em mais internações e mortes no sistema de saúde. Os dados também revelam uma predominância das motocicletas nos sinistros de trânsito. Em Niterói, as motos estão envolvidas em mais de 70% dos resgates. Para Andreia Escudeiro, professora doutora da Universidade Federal Fluminense (UFF) e especialista em Medicina do Tráfego, o aumento das internações e óbitos por acidentes de trânsito sugere dois fenômenos principais: maior exposição ao risco e maior gravidade das lesões. — O motociclista, assim como o pedestre e o ciclista, não possui estrutura de absorção de impacto. Observamos maior energia cinética envolvida, seja pelo excesso de velocidade ou pela vulnerabilidade do usuário. Isso resulta em traumatismos cranioencefálicos e fraturas complexas que demandam internação imediata — explica a especialista. Vias mapeadas O trânsito intenso de Niterói, que tem o segundo maior fluxo de deslocamento do estado, também impacta diretamente na sobrevivência das vítimas. Segundo Andreia, o trânsito pesado compromete o “momento de ouro”, período crítico após o acidente em que o socorro é decisivo. — A fluidez viária não é apenas mobilidade, é um determinante clínico. Cada minuto adicional no engarrafamento pode significar maior perda sanguínea ou piora de um edema cerebral — alerta. A prefeitura de Niterói diz que, por meio da NitTrans, mapeou as vias de maior recorrência de acidentes, que incluem a Estrada Francisco da Cruz Nunes (Itaipu), a Alameda São Boaventura (Fonseca), a Avenida Central (Itaipu), a Estrada Caetano Monteiro (Pendotiba) e a Avenida Roberto Silveira (Icaraí). A prefeitura atribui a alta nos índices ao fluxo intermunicipal intenso (veículos vindos de São Gonçalo, Rio de Janeiro, Maricá e Itaboraí) somado ao desrespeito à sinalização e ao uso de celular ao volante por motoristas. A NitTrans informa que está prevista para 2026 uma ampla modernização do parque semafórico, com instalação de novos equipamentos, ampliando a segurança e a fluidez viária. Também está nos planos a implantação de dispositivos de traffic calming — como travessias elevadas e ondulações — voltados à redução da velocidade e, consequentemente, à diminuição do número e da gravidade dos acidentes. “A NitTrans intensificará a fiscalização, mas reitera que cada cidadão também precisa fazer sua parte ao dirigir e no respeito ao Código Brasileiro de Trânsito para um ambiente mais seguro e respeitado nas vias da cidade”, finaliza, em nota. Initial plugin text

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