Justiça manda deputado petista se retratar por montagem de Bolsonaro com Vorcaro
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February 14, 2026
A Justiça do Distrito Federal determinou, na última sexta-feira (13), que o deputado federal Rogério Correia (PT-MG), vice-líder do governo Lula na Câmara, publique, no prazo de até 24 horas, uma retratação nas redes sociais por ter divulgado uma montagem que colocava lado a lado o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e o ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto. Fundador do PT: Morre aos 81 anos o cientista político José Álvaro Moisés 'Margem para penalidades': PT proíbe manifestações de cunho eleitoral em desfile com homenagem a Lula Na decisão, a juíza Patrícia Vasques Coelho também determinou que o parlamentar se abstenha de republicar ou divulgar novas imagens ou montagens produzidas por inteligência artificial envolvendo Bolsonaro, Vorcaro ou Campos Neto, sob pena de multa. O deputado já apagou a publicação original, mas, até o momento da publicação desta reportagem, ainda não havia feito a retratação exigida. Após a decisão judicial, Rogério Correia afirmou que foi alvo de ação movida por Bolsonaro e aliados e reagiu publicamente nas redes sociais. Initial plugin text “Em pleno Carnaval, fui processado pelo detento Jair, direto da Papuda, e atacado por Flávio Bolsonaro e outras figuras estranhas da extrema-direita. Não gostam de mim, principalmente após as CPMIs do golpe e do INSS e das denúncias que ligam Daniel Vorcaro, Roberto Campos Neto e a familícia ao escândalo do Banco Master. Fico muito triste com uma notícia dessas”, disse o deputado em publicação no X, sem citar a imagem falsa. Em janeiro, Correia havia protocolado um pedido junto à Advocacia-Geral da União (AGU) para que fosse apurada a conduta do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) em razão de um vídeo divulgado nas redes sociais com críticas ao Pix. Na representação, Correia solicitava a instauração de procedimento para investigar possível disseminação de desinformação e fake news relacionadas ao sistema de pagamentos instantâneos. Segundo o parlamentar petista, o conteúdo divulgado por Nikolas promoveu a “difusão pública e massiva de informações materialmente falsas e juridicamente distorcidas” sobre atos normativos da Receita Federal, com potencial de abalar a confiança da população nas instituições do Estado. O pedido cita, em especial, afirmações sobre suposto monitoramento e tributação de transações realizadas via Pix. No vídeo publicado dia 13 de janeiro, Nikolas sustentava que o governo federal estaria monitorando e poderia vir a tributar movimentações financeiras feitas por meio do Pix.
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