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Babá brasileira é condenada a 10 anos de prisão nos EUA por participação em duplo homicídio

O GLOBO | Confira as principais notícias do Brasil e do mundo February 14, 2026
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A brasileira Juliana Peres Magalhães, 25 anos, que trabalhava como cuidadora de crianças nos Estados Unidos e se envolveu em um plano que resultou na morte de duas pessoas, foi condenada nesta sexta-feira a 10 anos de prisão pela Justiça americana, no condado de Fairfax, no estado da Virgínia. A sentença é o máximo previsto para o crime pelo qual ela se declarou culpada. Relembre o caso: Acusado de matar esposa nos EUA nega crime e admite traição com babá brasileira, também suspeita no caso Exótico e letal: Veneno encontrado em opositor russo é produzido por rã de 2,5 cm e foi usado para caça por povos originários Segundo o processo, Juliana conspirou com seu empregador Brendan Banfield, com quem mantinha um relacionamento extra-conjungal, para matar a mulher dele, Christine Banfield, e um homem chamado Joseph Ryan. O casal utilizou uma conta falsa em uma rede social de fetiches para atrair Ryan até a casa da família sob o pretexto de um encontro, em fevereiro de 2023. De acordo com testemunhos, Banfield, então marido de Christine, atacou a mulher com facadas no quarto e atirou em Ryan. Inicialmente acusada de homicídio em segundo grau, Juliana fez um acordo com a promotoria: confessou a culpa por homicídio culposo e aceitou cooperar com os investigadores. A juíza Penney S. Azcarate, responsável pelo caso, rejeitou a recomendação dos promotores de libertá-la imediatamente com base na confissão e na colaboração, impondo a pena máxima de 10 anos de prisão. Em sua decisão, a magistrada disse que a acusada “não merece nada além de encarceramento e uma vida de reflexão sobre o que fez às vítimas e às suas famílias”. Banfield, ex-agente de uma agência fiscal americana, foi considerado culpado em julgamento separado pelo júri por homicídio qualificado pelas mortes de Christine e de Ryan, e pode receber cadeia perpétua sem possibilidade de liberdade condicional. Juliana permanecerá detida nos Estados Unidos para cumprir a pena, que inclui também liberdade condicional após o período de reclusão, antes de possível deportação ao Brasil ao término da pena.

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