Bolsonaro pede que Moraes autorize visita de Derrite, relator do PL Antifacção, na Papudinha
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February 13, 2026
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu nesta sexta-feira ao Supremo Tribunal Federal (STF) autorização para receber a visita do deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP). Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado na carceragem conhecida como “Papudinha”, em Brasília. Os encontros precisam ser autorizadas pelo ministro Alexandre de Moraes. Repercussão digital: Oposição celebra Mendonça como novo relator do caso Master no STF Eleições: Flávio diz que Michelle será candidata ao Senado pelo DF Derrite deve ser candidato ao Senado em São Paulo este ano e é relator do projeto de lei Antifacção, que segue em tramitação no Congresso. Anteriormente, ele atuou como secretário de Segurança Pública de São Paulo no governo Tarcísio de Freitas. O projeto institui um marco legal de combate ao crime organizado, endurece penas para facções e milícias e cria uma nova contribuição sobre casas de apostas para financiar ações de segurança pública e o sistema prisional. O texto de Derrite foi aprovado pela Câmara em novembro, mas aguarda nova análise de Casa após sofrer modificações pelo Senado no mês seguinte. QG político Como mostrou o GLOBO, desde que foi transferido para a Papudinha, Bolsonaro passou a ter acompanhamento médico constante, visitas frequentes de advogados e conversas diárias com antigos subordinados. Aos poucos, a unidade se consolidou como ponto de validação política do bolsonarismo, onde cenários estaduais são apresentados, alianças são debatidas e decisões estratégicas recebem a chancela do ex-presidente. O circuito é discreto, mas estruturado. Advogados e os filhos mantêm interlocução permanente com dirigentes partidários e recebem as ordens de Bolsonaro. A partir daí circulam avaliações sobre a montagem de palanques, alertas sobre movimentos autônomos de aliados e orientações para o pleito de outubro. Entre os temas recorrentes nas conversas estão o veto ao PL da Dosimetria e a busca por articulação política para tentar reverter a decisão. Também entram na pauta levantamentos eleitorais que medem o desempenho de nomes da direita em cenários contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), à espera de novos dados nos próximos meses que possam orientar alianças e investimentos políticos.
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