Petrolíferas americanas estão em negociações para recuperar perdas com estatização na Venezuela, diz secretário americano
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February 13, 2026
A ConocoPhillips e outras empresas de energia que perderam bilhões de dólares após a Venezuela nacionalizar sua indústria petrolífera há décadas estão em negociações com a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, para recuperar parte dessas perdas, segundo o secretário de Energia dos EUA, Chris Wright. — Eles estão em discussões ativas com a ConocoPhillips. As empresas que perderam ativos no passado estão todas em diálogos ativos neste momento — disse Wright na quinta-feira, em entrevista à Bloomberg TV. Após reunião com ministros do STF: Toffoli deixa a relatoria do caso Master Saiba quais são: PGR analisa três pedidos de suspeição para afastar Toffoli do caso Master — Qual é o caminho certo daqui para frente? Como chegar a uma compensação pelo dinheiro que lhes é devido e, esperamos, incentivá-las a voltar ao país e aumentar a produção? — questionou. Wright, a autoridade de mais alto nível dos Estados Unidos a visitar a Venezuela desde a captura do ex-presidente Nicolás Maduro, no início de janeiro, falou durante uma visita ao cinturão petrolífero do Orinoco, após uma reunião com Delcy Rodríguez na qual disse que os dois discutiram o tema. — Ela expressa arrependimento pelo passado e pelas coisas que aconteceram — disse Wright, acrescentando que o pagamento das compensações poderia ajudar a atrair produtores de petróleo americanos relutantes a contribuir com o objetivo do presidente Donald Trump de revitalizar o combalido setor petrolífero da Venezuela. De acordo com fontes ouvidas pela agência Bloomberg, a Venezuela planeja conceder mais terras para produção de petróleo à Chevron e à espanhola Repsol, enquanto o governo Trump pressiona para que empresas privadas reconstruam o setor energético do país. Procuradas, as empresas não comentaram. A Chevron é a única empresa privada ocidental que ainda extrai petróleo na Venezuela, operando sob uma licença especial do Departamento do Tesouro dos EUA. A empresa, sediada em Houston, responde por cerca de um quarto da produção venezuelana. A Repsol detém participações em vários blocos, mas perdeu sua autorização para produzir petróleo bruto no ano passado, quando o governo Trump intensificou as sanções para pressionar Maduro. Duas décadas atrás, Exxon Mobil e ConocoPhillips tiveram seus ativos nacionalizados pelo antecessor de Maduro, Hugo Chávez, o que custou bilhões às empresas. O CEO da ConocoPhillips, Ryan Lance, afirmou que sua principal prioridade na Venezuela é recuperar bilhões de dólares que sua empresa tem a receber. Apesar de cerca de US$ 10 bilhões em decisões favoráveis de tribunais arbitrais internacionais responsabilizando a Venezuela pelas expropriações, os esforços da gigante petrolífera de Houston para recuperar todo o valor devido têm enfrentado obstáculos. Até agora, a empresa conseguiu recuperar apenas cerca de US$ 1 bilhão. Em meio à reestruturação do grupo: credores da Raízen estão perto de contratar a Moelis A ConocoPhillips se recusou a comentar as declarações de Wright feitas nesta quinta-feira. Wright acrescentou que o governo pretende emitir em breve licenças que permitirão a importação de peças e serviços para o país. Trump, separadamente, elogiou Rodríguez em uma postagem nas redes sociais na quinta-feira, dizendo que o governo estava “lidando muito bem” com a autoridade venezuelana. “As relações entre a Venezuela e os Estados Unidos têm sido, para dizer o mínimo, extraordinárias!”, disse Trump no Truth Social. “O petróleo está começando a fluir, e grandes quantias de dinheiro, não vistas há muitos anos, em breve estarão ajudando enormemente o povo da Venezuela.” Falando mais tarde na quinta-feira, Rodríguez disse estar “muito satisfeita” que o caminho com os EUA “é de respeito e cooperação dentro do marco da soberania nacional”. Ela afirmou esperar que a agenda energética possa avançar dentro das leis internacionais e venezuelanas. Entenda: Performance de títulos de Raízen e CSN revelam tensão no mercado de dívida enquanto ações seguem em alta Wright acrescentou que o esforço do governo Trump para que empresas com vínculos com os EUA desempenhem um papel central na reconstrução do setor petrolífero venezuelano reduzirá a influência da China, Rússia e Irã no país sul-americano. “Queremos que esteja aberto a aliados americanos e ocidentais mais honestos e menos corruptos para fazer negócios”, disse Wright. “A influência da China, Rússia e Irã, que tem sido muito grande na Venezuela, se tornará muito pequena.” Wright e Rodríguez tiveram horas de discussões durante sua viagem de dois dias, incluindo uma breve conversa sobre Maduro, disse a autoridade americana. Rodríguez está “bastante entusiasmada” com o envolvimento de Washington na Venezuela, afirmou Wright. Initial plugin text
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