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Nova adaptação de 'O morro dos ventos uivantes' chega às telas com polêmicas na bagagem; entenda

O GLOBO | Confira as principais notícias do Brasil e do mundo February 12, 2026
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Apontado como um dos filmes mais controversos do ano, "O morro dos ventos uivantes" chega aos cinemas nesta quinta-feira (12). Dirigido pela vencedora do Oscar Emerald Fennell, de "Bela vingança" e "Saltburn", o longa é uma adaptação de romance homônimo da escritora Emily Brontë. 'Escaldante': Primeiras reações de 'O morro dos ventos uivantes' destaca química entre Margot Robbie e Jacob Elordi 'Cinco tipos de medo': Filme com Bella Campos e Xamã premiado no Festival de Gramado ganha trailer e data de estreia O longa vem sendo alvo de polêmicas desde sua pré-produção. A escolha dos protagonistas, por sinal, foi um dos elementos mais criticados até aqui. Aos 35 anos, Margot Robbie vive Cathy, descrita como uma adolescente no início da trama literária. Além disso, a produção optou por manter a atriz com seus tradicionais cabelos loiros e lisos, bem diferentes dos "cachos castanhos" descritos no romance. A situação é ainda pior na escolha de Jacob Elordi para o papel de Heathcliff. O personagem é tratado no livro como um "cigano de pele escura", o que faz com que muitos interpretem que trata-se de um personagem que não é um homem branco. A idade do ator também foi criticada, afinal conta com 28 anos. Na versão de "O morro dos ventos uivantes" lançada em 2011, com direção de Andrea Arnold, Heathcliff foi interpretado pelo ator negro James Howson, enquanto que Cathy foi vivida por Kaya Scodelario, então com 19 anos. A opção por um Heathcliff branco, defendem críticos, afeta algumas das principais camadas da trama original, em especial a que trata do racismo e das diferenças sociais. Sobre a idade dos protagonistas, a diretora de elenco Kharmel Cochrane afirmou que "não há necessidade de ser preciso" e que o material de origem é "apenas um livro", o que irritou ainda mais os fãs. Fennell justificou suas escolhas afirmando que o longa é a versão que ela imaginou ao ler o livro. Conhecida por obras com forte teor sexual e sugestivo, a diretora também foi alvo de crítica dos apaixonados pelo livro. Eles entendiam que a cineasta provavelmente reduziria a "maior história de amor da literatura" em um conto de tesão e sexo. As polêmicas continuaram até após as filmagens, com o lançamento do trailer do filme, com direito a trilha sonora de Charli XCX. A revista Vogue criticou a peça promocional afirmando que o figurino "parecia mais adequado aos anos 1980 do que ao início do século XIX". Após as primeiras exibições, o filme recebeu reações divergentes. Embora alguns críticos elogiassem a outra, outros sugeriram uma falta de substância. ""Este drama excessivamente estilizado é intenso e divertido — mas, infelizmente, é sexo acima de substância", escreveu Dulcie Pearce, crítica do The Sun.

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