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Trump e Lula construíram boa relação, diz secretário do Tesouro dos EUA

O GLOBO | Confira as principais notícias do Brasil e do mundo February 10, 2026
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O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, disse nesta terça-feira que os presidentes dos Estados Unidos e do Brasil, Donald Trump e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), construíram uma boa relação após um início conturbado. Segundo ele, o momento atual da América Latina é “empolgante”, e há sinais de boa vontade por parte do governo brasileiro. Bessent falou durante o CEO Conference Brasil 2026, evento promovido pelo BTG Pactual, em São Paulo. — Acho que, depois de um começo conturbado, o presidente Trump e o presidente Lula estabeleceram uma boa relação. E, por isso, considero que o que está acontecendo na América Latina é extremamente empolgante. Ele continuou: — Também notamos muita boa vontade por parte do governo brasileiro. É curioso porque o presidente Lula tem uma tradição de manter bons relacionamentos com presidentes republicanos nos Estados Unidos. E acho que agora estamos no tom certo com o presidente Trump. Acredito que, nos próximos meses, haverá alguma delegação de empresários brasileiros e representantes do governo visitando o presidente Trump, com o presidente Lula, e acho que isso pode ser marcante — disse. O secretário do Tesouro também disse enxergar uma oportunidade geracional na América Latina e afirmou que os Estados Unidos estão focados no eixo norte-sul. Ele criticou a administração democrata de Barack Obama, dizendo que o governo perdeu uma “oportunidade épica” ao ignorar países que buscavam adotar políticas mais favoráveis. Sobre a China, Bessent afirmou que a relação entre os dois países está em um “lugar muito confortável”: — Vamos ser rivais, mas queremos que a rivalidade seja justa. Não queremos nos desvincular da China, mas precisamos reduzir riscos. Ele mencionou duas iniciativas americanas no G20, a primeira é crescimento, mas a segunda é retomar a soberania em indústrias estratégicas, sejam minerais críticos, sejam semicondutores, medicamentos. — Os EUA, como vimos durante a Covid, são muito dependentes da China para suprimentos médicos. Portanto, acho que podemos ter uma relação muito produtiva, mas sempre seremos concorrentes. Sou da visão de que a competição faz você fazer melhor, impede a estagnação. Ele mencionou duas iniciativas americanas no âmbito do G20: a primeira voltada ao crescimento econômico e a segunda à retomada da soberania em indústrias estratégicas, como minerais críticos, semicondutores e medicamentos. Bessent disse ainda estar “convencido” de que os Estados Unidos lideram a corrida da inteligência artificial.

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