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Rússia impõe restrições ao uso do Telegram por 'violação' da lei, enquanto tenta empurrar usuários para app estatal

O GLOBO | Confira as principais notícias do Brasil e do mundo February 10, 2026
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A agência reguladora de internet da Rússia anunciou nesta terça-feira que está implementando "restrições graduais" à plataforma de mensagens Telegram, alegando uma "violação" da lei. O anúncio surge em um momento em que Moscou busca promover o uso de serviços digitais de desenvolvimento próprio com controles mais rigorosos. Na fronteira da Estônia com a Rússia: Narva vive entre dois mundos e teme se tornar alvo de Putin Em inverno de bombardeios mortais: Rússia usa arsenais modernos para pressionar Ucrânia e ameaçar Europa "A lei russa continua sendo ignorada (...), nenhuma medida real está sendo tomada para combater a fraude e o uso de mensagens para fins criminosos e terroristas", afirmou a Agência Russa de Supervisão de Telecomunicações (Roskomnadzor), em comunicado. A Roskomnadzor ainda alertou que "continuará introduzindo restrições graduais" ao Telegram, que, segundo a agência, não cumpriu a lei. Críticos e ativistas de direitos humanos afirmam que esta é uma tentativa do Kremlin de intensificar seu controle e vigilância da internet em meio a uma repressão mais ampla à dissidência no contexto da guerra na Ucrânia. Initial plugin text Desde 2019, as plataformas de mídia social americanas X, Facebook, Instagram, LinkedIn e a plataforma de vídeos YouTube estão bloqueadas na Rússia por não cumprirem a legislação nacional. O Telegram, porém, é amplamente utilizado na Rússia, tanto como serviço de mensagens quanto como rede social, e quase todas as principais figuras públicas, incluindo agências do governo e o Kremlin, publicam mensagens regularmente na plataforma. Entretanto, o Tribunal Municipal de Tagansky, em Moscou, afirmou que o Telegram enfrenta multas que totalizam 64 milhões de rublos (quase R$ 440 mil) por se recusar a remover conteúdo proibido e por não cumprir a lei de automonitoramento. Antes de eleições de meio de mandato: Trump quer acordo para encerrar guerra na Ucrânia até junho, revela Zelensky O governo, por sua vez, tenta direcionar os usuários para um concorrente estatal chamado Max, que também pode processar pagamentos e serviços governamentais. A Rússia, inclusive, já havia tentado banir o Telegram, sob a liderança de Pavel Durov, mas acabou fracassando em seus esforços para bloquear o acesso e suspendeu a proibição em 2020.

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