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"textContent": "\nO ministro da Fazenda, Fernando Haddad, voltou a afirmar que seguirá conversando com o presidente Lula (PT) sobre uma eventual candidatura em São Paulo, ainda que já tenha uma posição sobre o tema. Lula quer que o ministro concorra ao Palácio dos Bandeirantes, visando a ter um palanque forte no estado mais populoso do país onde o PT está enfraquecido, mas Haddad resiste. Leia também: Haddad diz não ter data para deixar Fazenda e fala em 'arquitetura nova' para gastos sociais Durante debate no CEO Conference do BTG na manhã desta terça-feira (10), Haddad afirmou que “tem conversado muito” com o presidente e que os cenários estão “amadurecendo”. — Eu tenho 40 anos de filiação, pelo menos há uns 30 anos eu convivo com o presidente Lula. A gente tem conversado muito. Eu tenho colocado várias questões, que ele está considerando. Eu também estou considerando várias outras questões que ele está colocando para mim. São duas pessoas que se querem bem e que estão evoluindo na conversa. Nós estamos em fevereiro. Você sabe que eu fui lançado candidato a presidente no dia 11 de setembro, faltando três semanas para a eleição presidencial — falou. Em 2018, Haddad foi definido como o candidato do PT na disputa ao Planalto contra Jair Bolsonaro (PT) a poucos dias do início da campanha eleitoral. O cenário, entretanto, era bastante diferente: Lula estava preso e sua defesa tentou, até o último momento, reverter as condenações e garantir o nome dele nas urnas, o que acabou sendo negado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Com isso, Haddad foi escalado para o pleito. — Eu estou discutindo com o presidente. Evidentemente, é uma conversa reservada. Eu nem me permito abrir, porque é só com ele. E nós estamos com muita tranquilidade conversando sobre São Paulo e sobre outros locais. Ele pede minha opinião sobre as coisas, eu dou. E ele me ouve. Eu tenho uma posição, mas eu não vou deixar de ouvir o presidente da República. Mas eu tenho um posicionamento agora. Se eu estou conversando com ele, é porque eu respeito a opinião dele sobre a política — acrescentou. No último domingo, Lula cobrou publicamente o PT por erros cometidos em São Paulo, onde o partido nasceu e se consolidou, mas hoje praticamente não tem prefeitos eleitos. — O PT governava 24 milhões de pessoas na Grande São Paulo. Governava Osasco, Guarulhos, Santo André, São Bernardo (do Campo), Diadema, Mauá, Campinas, governou Piracicaba. Hoje o que o PT governa? O que aconteceu? Em algum momento nós erramos. É preciso ver onde erramos para a gente corrigir, não podemos continuar persistindo no erro. O PT de Santo André era um PT extremamente organizado, era símbolo. O que aconteceu com o PT de Santo André? As brigas internas acabaram com o PT — afirmou o presidente durante encontro que marcou os 46 anos do partido, em Salvador. Além de Haddad, outro cotado para disputar o governo paulista contra Tarcísio de Freitas (Republicanos), que tentará a reeleição, é o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). Alckmin, porém, também descarta essa candidatura. No âmbito federal, Lula já se prepara para enfrentar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas urnas. No evento desta terça, Haddad avaliou que Flávio deve herdar quase que automaticamente os votos de seu pai, Jair Bolsonaro. — Esse fenômeno do bolsonarismo é muito curioso do ponto de vista político-eleitoral porque é uma transferência de voto quase que independente do candidato, que é coisa rara na política. Em geral, a transferência de voto existe, mas dessa maneira é uma coisa muito única que eu não tenho lembrança de precedente no Brasil. A partir do momento em que se firmou a candidatura do Flávio, ele foi angariando apoio equivalente ao de qualquer outro possível candidato do campo bolsonarista. Para o eleitor do Bolsonaro, aparentemente tanto faz quem vai representar o Bolsonaro — comentou. O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), também participou do evento e afirmou que uma eventual candidatura de Tarcísio ao Planalto \"está cada vez mais distante\", mas disse que ainda não sabe como os partidos de centro e da centro-direita vão se comportar nesse embate entre Flávio e Lula. — Eu penso que está tudo indefinido. As sinalizações por parte do presidente Lula de querer dialogar com os partidos de centro eu acho que embola um pouco esse jogo. Os presidentes de partido, eu penso que irão aguardar um pouco esses partidos de centro para poder se definir. Falo aqui da Federação União Brasil-Progressistas, falo aqui pelo Republicanos, Podemos, PSDB. Esses partidos todos estão observando as movimentações para que só mais à frente, após a janela partidária, possam desenhar qual caminho irão percorrer. Eu preferiria aguardar antes de fazer qualquer previsão, já que eu acho que tanto o presidente Lula, como essa candidatura do PSD, como a candidatura do senador Flávio irão procurar esses partidos esses partidos de centro para tentar compor — falou.",
"title": "‘Eu tenho uma posição, mas não vou deixar de ouvir o presidente’, diz Haddad sobre candidatura em SP"
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