{
"$type": "site.standard.document",
"bskyPostRef": {
"cid": "bafyreibz2s2o23glm3pgd6pfcxdwdbc7ojeazuvfpsrb7iyivd325ntm7q",
"uri": "at://did:plc:jyxhsywpmmdp5j2fxziceuc7/app.bsky.feed.post/3meje5swibvr2"
},
"coverImage": {
"$type": "blob",
"ref": {
"$link": "bafkreiemexux42xfgjy23gyaqdkfxmoijduh3lc7ybq3k7yej6wv3fqxya"
},
"mimeType": "image/jpeg",
"size": 15036
},
"path": "/brasil/sao-paulo/noticia/2026/02/10/sem-curso-tecnico-manobrista-manipulava-quimicos-da-piscina-onde-professora-morreu-em-academia.ghtml",
"publishedAt": "2026-02-10T15:16:38.000Z",
"site": "https://oglobo.globo.com",
"tags": [
"O Globo"
],
"textContent": "\nApontado como responsável pela piscina da Academia C4 Gym, onde a professora Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos, morreu após passar mal, na Zona Leste de São Paulo, o manobrista Severino Silva, de 43 anos, que manipulou os produtos químicos usados na piscina, prestou depoimento na manhã desta terça-feira (10). Segundo o funcionário, ele realizava o procedimento para limpeza da piscina seguindo orientações enviadas por WhatsApp por um dos sócios da academia. Segundo a polícia, ele trabalha no estabelecimento há cerca de três anos como ajudante-geral. Além de manobrista, Severino também dava suporte na manutenção da piscina, mesmo sem qualificação técnica ou curso específico para esse tipo de atividade. O delegado Alexandre Bento, do 42º Distrito Policial, afirmou que Severino apenas cumpria ordens do proprietário do estabelecimento. — Ele mandava mensagens, fazia medições da piscina e enviava fotos da piscina e das medições. Um dos sócios da empresa dava as orientações e dizia: 'Põe uma proporção tal de cloro, proporção tal de elevador de pH e dos produtos'. Tudo era feito à distância, sem nenhum contato presencial — disse o delegado. Segundo ele, Severino não tem nenhuma qualificação para esse tipo de serviço. A polícia apura o conteúdo das mensagens trocadas por WhasApp e verifica se parte desse material foi apagada. Câmera de segurança registrou momento em que a professora passa mal após sair da piscina A academia permanece interditada, enquanto as investigações seguem em andamento. Outra linha de apuração considera a possibilidade de uma mudança recente nos produtos utilizados na piscina, que seriam mais concentrados e de menor custo. O delegado ressaltou que a combinação de cloros de marcas diferentes é considerada inadequada e pode gerar reações químicas perigosas. Ainda não há um laudo conclusivo sobre a causa da morte de Juliana Faustino. O exame de necropsia está em andamento, e a perícia deverá indicar o tipo, a concentração e a qualidade dos produtos utilizados. De acordo com o relato do funcionário, ele fazia a mistura do produto e deixava o balde na borda da piscina; a aplicação na água, no fim do dia, seria feita pelos professores. A polícia afirma que há indícios de crime e trabalha agora para individualizar as condutas e definir a responsabilidade de cada envolvido. Além de Juliana, nove pessoas estavam na aula. O marido de Juliana, Vinicius de Oliveira, está internado. Um rapaz de 14 anos está hospitalizado e respira com o auxílio de aparelhos. Outra vítima é uma mulher que acompanhava a filha na aula de natação e que também está internada. No domingo, a C4 Gym se manifestou sobre o caso por meio das redes sociais. \"Seguimos acompanhando de perto o estado de saúde dos demais alunos afetados e também prestando todo o apoio possível. Gostaríamos de esclarecer que, assim que tomamos conhecimento do ocorrido, interrompemos imediatamente as atividades da piscina, acionamos o socorro e seguimos todas as orientações das autoridades competentes\", diz a empresa, em nota.",
"title": "Sem curso técnico, manobrista recebia instruções pelo WhatsApp para manipular químicos da piscina onde professora morreu"
}