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  "publishedAt": "2026-02-10T13:38:49.000Z",
  "site": "https://oglobo.globo.com",
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    "O Globo"
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  "textContent": "\nA morte do paraense Adriano Silva, atingido por fogo de artilharia durante operações militares na Ucrânia, trouxe à tona a atualização do número de brasileiros afetados pela guerra e reacendeu o alerta do governo federal sobre os riscos do alistamento voluntário em conflitos no exterior. Segundo dados atualizados obtidos pelo GLOBO junto ao Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty), 22 nacionais morreram e outros 44 estão desaparecidos desde o início da guerra. 'Apavorado': brasileiro que morreu na Ucrânia enviou áudio, três dias antes, temendo não voltar vivo ao país Brasileiro morto na Ucrânia: Quem era Murilo Lopes dos Santos, paranaense que lutava como voluntário na guerra Guerra na Ucrânia: mais um brasileiro morre atingido por fogo de artilharia durante operação militar Os números são superiores aos divulgados oficialmente em dezembro do ano passado (a morte de Adriano é recente, portanto, ainda não foi contabilizada oficialmente pelo órgão). O crescimento das baixas reforça a preocupação do Itamaraty, que, em julho de 2025, publicou nota oficial desaconselhando a ida de cidadãos brasileiros a zonas de conflito armado. De acordo com informações preliminares, Adriano Silva atuava como voluntário integrado às forças ucranianas e morreu em um ataque indireto, modalidade considerada uma das mais letais da guerra moderna, marcada por bombardeios e uso intensivo de artilharia de longo alcance. No aviso divulgado no ano passado, o Itamaraty destacou o aumento no número de brasileiros mortos em conflitos internacionais e alertou também para casos em que voluntários enfrentam dificuldades para interromper sua participação nos exércitos combatentes após o alistamento. Em muitos desses casos, a assistência consular é limitada pelos contratos firmados com forças estrangeiras. “Nesse sentido, recomenda-se fortemente que convites ou ofertas de trabalho ou de participação em exércitos estrangeiros sejam recusadas”, afirmou o ministério, em nota. O governo brasileiro também ressaltou que não há obrigação do poder público em custear passagens ou o retorno de cidadãos que se encontrem em zonas de guerra. Outro ponto central do alerta envolve as consequências legais: brasileiros alistados em forças armadas estrangeiras podem responder criminalmente não apenas no exterior, mas também no Brasil, com base no artigo 7º do Código Penal, que prevê a aplicação da lei brasileira a ilícitos cometidos por nacionais fora do país em determinadas circunstâncias. Para brasileiros que estejam em áreas de conflito e necessitem de assistência, o Itamaraty orienta o contato com as embaixadas do Brasil nos países onde se encontram ou com o plantão da Divisão de Comunidades Brasileiras e Assistência Consular, em Brasília.",
  "title": "Morte de brasileiros na Ucrânia: 22 nacionais morreram em conflito e outros 44 estão desaparecidos, diz Itamaraty"
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