Atual campeã, Beija-Flor encerra ensaios técnicos na Sapucaí sob alta expectativa
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February 9, 2026
Atual campeã do carnaval carioca, a Beija-Flor de Nilópolis foi a última escola a pisar na Marquês de Sapucaí neste domingo, durante o encerramento dos ensaios técnicos. Sob chuva e com arquibancadas cheias, a azul e branca mostrou segurança, ajustes finos e manteve alta a expectativa para a defesa do título em 2026. Presidente da escola, Almir Reis destacou a responsabilidade de voltar à avenida como campeã e afirmou que o trabalho está sendo construído com cautela diante do nível elevado da competição. — É muito gratificante fechar mais uma vez o ensaio técnico. A gente está trabalhando para fazer uma apresentação à altura do próximo carnaval e, quem sabe, conquistar mais um campeonato. O sarrafo está muito alto, todas as escolas estão muito bem, então todo cuidado é pouco — afirmou. Segundo Almir, os ensaios seguem cumprindo o papel de ajustes finais, já que, no desfile oficial, não há margem para erros. — Ensaio técnico é justamente para isso: corrigir, melhorar. No dia do desfile não tem corte, não tem volta. Errou, errou — disse. O dirigente também comentou a expectativa em torno da estreia dos novos intérpretes após a saída de Neguinho da Beija-Flor, que se despede da escola depois de cinco décadas. — No início ficamos apreensivos, é natural. Ninguém é substituível, ainda mais depois de 50 anos. Mas os dois meninos estão indo muito bem, a comunidade abraçou, e tenho certeza de que vão fazer um trabalho bonito — declarou. O enredo deste ano, desenvolvido pelo carnavalesco João Araújo, traz à avenida a história do Bembé do Mercado, manifestação religiosa e cultural surgida há 136 anos no Recôncavo Baiano, e propõe um debate sobre intolerância religiosa e ocupação do espaço público. — É um enredo muito atual. Quanto mais a intolerância acontece, mais a gente precisa falar sobre isso. O carnaval tem essa responsabilidade social e cultural de ir às entranhas do Brasil buscar histórias que muita gente não conhece — explicou o carnavalesco. Segundo ele, o BemBé é uma celebração marcada também por dimensão política. — Um ano depois da abolição, ex-escravizados perceberam que não haveria reparação histórica nenhuma: moradia, educação, direitos. Eles decidiram ocupar as ruas, algo que até então não era permitido. Hoje, essa comunidade ocupa o Sambódromo para cantar o seu samba — afirmou. A dona de casa Daiane Marcelle chegou à Sapucaí por volta das 20h, direto do trabalho, e aproveitou o ensaio técnico após não conseguir ingresso para o desfile oficial. Sophia Lyrio/ Agência O GLOBO Na arquibancada, a empolgação da comunidade se manteve até o fim, apesar da chuva. A dona de casa Daiane Marcelle chegou à Sapucaí por volta das 20h, direto do trabalho, e aproveitou o ensaio técnico após não conseguir ingresso para o desfile oficial. — Mesmo com chuva, fiquei até o final para ver a escola do meu coração. Tenho certeza de que a Beija-Flor vai ser campeã de novo neste carnaval — disse. Initial plugin text
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