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Por que Bad Bunny não receberá nada por se apresentar no show do intervalo do Super Bowl?

O GLOBO | Confira as principais notícias do Brasil e do mundo February 9, 2026
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O show de Bad Bunny como atração principal do show do intervalo do Super Bowl LX, neste domingo, na região da Baía de São Francisco, nos EUA, gerou surpresa não apenas pelo ineditismo — ele foi o primeiro rapper latino a liderar o espetáculo —, mas também por um detalhe que costuma causar espanto: o artista não receberá cachê pela apresentação. Bad Bunny no Super Bowl: uma festa estrelada, porto-riquenha, em que a política entrou com sutileza; vídeos Após sucesso de Bad Bunny no Super Bowl, Trump critica apresentação: 'Afronta à grandeza americana' A decisão não é exceção. Trata-se de uma regra histórica da NFL, que não paga diretamente os artistas do intervalo. A liga arca com os custos de produção, logística e estrutura do espetáculo, enquanto o retorno para o músico vem da exposição massiva: o Super Bowl é, ano após ano, um dos eventos televisivos mais assistidos do planeta. Em entrevista à Forbes em 2016, um porta-voz da NFL resumiu a política: “Não pagamos os artistas. Cobrimos as despesas e os custos de produção”. A lógica é simples: poucos palcos oferecem um alcance comparável. Após o show, é comum que streams, vendas de álbuns e buscas por artistas disparem globalmente. Desde 2023, o intervalo do Super Bowl tem patrocínio da Apple Music, que substituiu a Pepsi após uma década à frente do evento. O acordo reforçou ainda mais o caráter promocional e tecnológico do espetáculo, ampliando sua projeção digital. A escolha de Bad Bunny, no entanto, não passou incólume a críticas. Parte do público conservador reagiu negativamente ao fato de o artista não cantar em inglês, algo inédito para uma atração principal do intervalo. Artistas latinos já haviam marcado presença no palco — como Shakira e Jennifer Lopez no Super Bowl de 2020 —, mas nunca como protagonistas absolutos. Naquela edição, o próprio Bad Bunny participou como convidado. A NFL, contudo, manteve a decisão. O comissário Roger Goodell defendeu publicamente a escolha. — Ele é um dos maiores artistas do mundo. Mas, além disso, entende a plataforma em que está e como ela pode servir para unir pessoas por meio da criatividade e do talento — afirmou nesta semana.

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