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  "textContent": "\nOs maquinistas da Espanha anunciaram uma greve nacional de três dias a partir desta segunda-feira, em protesto contra o que classificam como falta de garantias de segurança na rede ferroviária do país. De acordo com o jornal inglês BBC, a paralisação foi convocada após dois acidentes fatais registrados em janeiro, que deixaram ao menos 47 mortos e dezenas de feridos. Vídeo: Tudo o que se sabe sobre o descarrilamento na Espanha, que lançou dois vagões em um barranco e deixou 40 mortos Novo acidente ferroviário deixa ao menos um morto e 37 feridos na Espanha após tragédia com 42 mortos na Andaluzia A mobilização é liderada pelo sindicato Semaf, que exige a contratação de mais funcionários, além do aumento dos investimentos em manutenção. Segundo a entidade, há uma “deterioração constante da rede ferroviária”, agravada por falhas identificadas após inspeções de segurança realizadas nas semanas seguintes às colisões. O acidente mais grave ocorreu em 18 de janeiro, na localidade de Adamuz, no sul do país. Um trem de alta velocidade descarrilou e colidiu com outra composição que seguia em sentido oposto, causando a morte de 46 pessoas — o pior desastre ferroviário espanhol em mais de uma década. Dois dias depois, na Catalunha, um maquinista em treinamento morreu e ao menos 37 passageiros ficaram feridos após o desabamento de uma parede que atingiu um trem regional perto de Barcelona. Relatório preliminar da Comissão de Investigação de Acidentes Ferroviários (CIAF) apontou que sulcos encontrados nas rodas do trem de Adamuz — e de outras composições que passaram anteriormente pelo trecho — indicam que uma fratura no trilho pode ter ocorrido antes do descarrilamento. No caso da Catalunha, autoridades ferroviárias avaliam que a parede cedeu no momento da passagem do trem, atingindo primeiro a cabine do maquinista e causando danos significativos ao primeiro vagão. As tragédias provocaram fortes transtornos aos passageiros e reacenderam o debate sobre a segurança de um sistema historicamente considerado referência na Europa. O primeiro-ministro Pedro Sánchez deverá ser questionado no Parlamento ainda nesta semana sobre as falhas apontadas no setor. O governo, no entanto, rebate as críticas. O ministro dos Transportes, Óscar Puente, afirmou que não há problemas estruturais ou falta de manutenção. Segundo ele, cerca de 700 milhões de euros foram investidos nos últimos anos na modernização da linha Madri–Andaluzia, incluindo o trecho onde ocorreu o acidente mais grave. — Não estamos diante de um problema de infraestrutura obsoleta nem de falta de investimento — declarou o ministro.",
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