{
"$type": "site.standard.document",
"bskyPostRef": {
"cid": "bafyreiby7kgwf26gf2yc4ua6hmotm5bhpnxy4m5cx3gs4mo26lukhcf3ou",
"uri": "at://did:plc:jyxhsywpmmdp5j2fxziceuc7/app.bsky.feed.post/3mefs4cg2av32"
},
"coverImage": {
"$type": "blob",
"ref": {
"$link": "bafkreiacafi7ah7zsjfrbvl3re2pyapfu7a6hphqlumpfldwlk5mphvpee"
},
"mimeType": "image/jpeg",
"size": 1240285
},
"path": "/mundo/noticia/2026/02/09/maria-corina-machado-denuncia-sequestro-do-lider-da-oposicao-na-venezuela-homens-fortemente-armados.ghtml",
"publishedAt": "2026-02-09T04:51:19.000Z",
"site": "https://oglobo.globo.com",
"tags": [
"O Globo"
],
"textContent": "\nA líder da oposição venezuelana e ganhadora do Prêmio Nobel da Paz, María Corina Machado, denunciou o \"sequestro\" do líder da oposição Juan Pablo Guanipa, que foi libertado da prisão no domingo como parte de um processo de libertação de presos políticos, anunciado dias após a deposição de Nicolás Maduro. Após sua libertação, Guanipa percorreu vários centros de detenção de motocicleta, onde se encontrou com familiares de presos políticos e falou com a imprensa. Aliados de María Corina Machado são soltos dias antes de votação de projeto de anistia na Venezuela \"Há poucos minutos, Juan Pablo Guanipa foi sequestrado no bairro de Los Chorros, em Caracas. Homens fortemente armados, vestidos à paisana, chegaram em quatro veículos e o levaram à força. Exigimos sua libertação imediata\", escreveu Machado em sua conta na revista X. O líder político venezuelano Juan Pablo Guanipa, no domingo (8), dia em que foi libertado da prisão Pedro Mattey / AFP Guanipa é um colaborador próximo de María Corina. Ele entrou na clandestinidade em janeiro de 2025, após acompanhá-la a um protesto contra a posse de Maduro para um terceiro mandato consecutivo, e foi preso em maio daquele ano. O filho de Guanipa, Ramón, exigiu provas de vida do pai e a \"libertação imediata\". Initial plugin text \"Ele estava em um evento às 23h45 quando foi emboscado por aproximadamente 10 agentes sem identificação. Eles apontaram armas para ele, estavam fortemente armados e levaram meu pai\", disse Ramón, em um vídeo publicado no X. \"Exijo prova imediata de que ele está vivo e responsabilizo o regime por tudo o que acontecer com meu pai. Basta dessa repressão\", acrescentou. O Parlamento venezuelano deve aprovar, na terça-feira, uma lei de anistia geral, proposta pela presidente interina, Delcy Rodríguez, que assumiu o poder após a captura de Maduro em uma invasão militar dos EUA a Caracas, em 3 de janeiro. Anteriormente, María Corina, que deixou secretamente a Venezuela em dezembro para receber o Prêmio Nobel da Paz, havia comemorado as libertações. “Muito em breve nos encontraremos e nos abraçaremos em uma Venezuela livre, e agradeceremos a esses heróis por tudo o que deram para fazer da Venezuela o país que merecemos. Que Deus nos abençoe”, disse Machado em uma mensagem de áudio no X. Em 8 de janeiro, o governo interino venezuelano anunciou um processo para conceder um “número significativo” de libertações de presos políticos em meio à pressão do governo Donald Trump. Desde então, familiares e ONGs têm denunciado que as libertações têm ocorrido apenas aos poucos. A ONG Foro Penal, especializada na defesa de presos políticos, verificou 35 novas libertações neste domingo. Segundo seus dados, quase 400 pessoas detidas por motivos políticos foram libertadas desde 8 de janeiro. 'Estamos caminhando para um processo eleitoral' Guanipa, que era vice-presidente da Assembleia Nacional, foi preso em 23 de maio de 2025, ligado a uma suposta conspiração contra a eleição de governadores e membros do Parlamento. Sua última aparição pública havia sido em 9 de janeiro de 2025, acompanhando Corina em um comício contra a reeleição de Maduro, após as eleições de 28 de julho de 2024, que a oposição denunciou como fraudulentas. \"Acredito que isso precisa terminar no respeito à vontade do povo venezuelano\", disse Guanipa à AFP, reivindicando a vitória da oposição nas eleições presidenciais de 2024. - Em 28 de julho de 2024, o povo falou; houve uma decisão popular. Queremos respeitá-la? Vamos respeitá-la, esse é o princípio básico, é o lógico a se fazer. Vocês não querem respeitá-la? Então vamos ter um processo eleitoral - declarou Guanipa, no domingo, após ser libertado da cadeia. Em 2017, Guanipa foi eleito governador do estado de Zulia, rico em petróleo, mas se recusou a tomar posse perante a Assembleia Nacional Constituinte estabelecida por Maduro, que ele considerava ilegítima. Ele foi destituído do cargo e novas eleições foram convocadas no estado, berço da indústria petrolífera venezuelana. Libertado com restrições Perkins Rocha, assessor jurídico de Corina e delegado da maior coalizão de oposição do país, também foi libertado no domingo sob medidas cautelares \"muito rigorosas\", conforme indicou sua esposa, María Constanza Cipriani, no Facebook, sem especificar as restrições impostas. \"Agora lutamos pela plena liberdade\", acrescentou ela, junto com uma foto dos dois. A mídia local publicou fotos de uma patrulha policial estacionada em frente ao prédio onde Rocha mora, em Caracas. Rocha estava preso há um ano e meio. Ele foi detido em 27 de agosto de 2024, em meio a uma onda de prisões realizadas após a contestada reeleição de Maduro. Após a reeleição, protestos irromperam, deixando 28 mortos e mais de 2.400 detidos, que Maduro rotulou de \"terroristas\". Outro associado de María Corina, Freddy Superlano, de 49 anos, também foi libertado, informou a ONG Foro Penal, na noite de domingo. Ele trabalhou ao lado do líder da oposição na campanha que antecedeu a eleição presidencial e foi preso dois dias após a contestada reeleição de Maduro.",
"title": "María Corina Machado denuncia sequestro do líder da oposição na Venezuela: 'Homens fortemente armados'"
}