Defesa de Braga Netto pede autorização para instalação de TV a cabo e ingresso em curso de graduação à distância
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February 8, 2026
A defesa do general Walter Braga Netto pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a instalação de uma TV a cabo na cela onde ele cumpre a pena por participação no núcleo crucial da trama golpista. No documento, também foi solicitada a autorização para que ele possa realizar um curso de graduação à distância para reduzir o tempo em que permanecerá preso. 'São Paulo Horror Story': Esquerda ironiza Nunes após superlotação e caos em megablocos no Centro de SP 'Publi' oficial: Para alavancar ações, governos bancam postagens de influenciadores e consolidam nova tática digital "É direito do general Braga Netto se manter vinculado à realidade social e não há qualquer óbice na legislação a que isso se dê por meio do acompanhamento dos canais de notícias", argumentou a defesa, que também informou que os custos para a contratação, instalação e manutenção seriam custeados pelo militar. No pedido, os representantes também reafirmaram que o general " é o único custodiado da unidade militar, o que o impõe uma rotina sem o estabelecimento de relações interpessoais e, portanto, sem qualquer integração social”. Além disso, a defesa também apresentou uma lista de cursos de graduação remota, com duração de 2 a 4 anos, ofertados pela faculdade Estácio, mas não indicou em qual deles o general deveria ingressar. De acordo com a Lei de Execuções Penais, o condenado tende a abater um dia de sua pena a cada 12 horas de frequência escolar ou três dias de trabalho. Braga Netto está preso desde dezembro de 2024, após investigações da Polícia Federal terem constatado, à época, que ele tentou obter informações sobre a delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid. O general também foi apontado pelo ex-ajudante de ordem do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) como o financiador da ação dos kids pretos, que planejavam um plano de assassinato do ministro Moraes, do presidente Lula e do vice-presidente Geraldo Alckmin. Condenado no âmbito da ação penal da trama golpista, ele cumprirá 26 anos de prisão por participação na tentativa de golpe de Estado liderada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
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