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"publishedAt": "2026-02-08T09:34:36.000Z",
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"O Globo"
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"textContent": "\nO Washington Post anunciou neste sábado (7) a saída de seu CEO e publisher, Will Lewis, poucos dias após o famoso jornal de propriedade do bilionário fundador da Amazon, Jeff Bezos, realizar cortes drásticos de pessoal que provocaram indignação nos leitores. Cobertura de governo federal: Juiz impede governo dos EUA de examinar dispositivos apreendidos de jornalista do Washington Post Coluna de Dorrit Harazim: A escuridão que paira sobre um grande jornal americano A gestão de Lewis à frente do veículo foi duramente criticada tanto por assinantes quanto pelos funcionários durante seus dois anos de mandato, nos quais tentou reverter as perdas financeiras do diário. Lewis, que é britânico, foi substituído por Jeff D'Onofrio, ex-diretor-executivo da plataforma de redes sociais Tumblr, que foi para o Post no ano passado como diretor financeiro, informou a publicação. Em um e-mail enviado ao pessoal e divulgado nas redes sociais por um dos jornalistas do Post, Lewis afirma que é \"o momento adequado\" para dar \"um passo atrás\". Em comunicado, o jornal limitou-se a informar que D'Onofrio substituiria Lewis \"com efeito imediato\". Centenas de jornalistas do Post, incluindo a maior parte de seu pessoal no exterior, de notícias locais e esportes, foram despedidos nos cortes generalizados do jornal anunciados esta semana. Em meio ao genocídio: Três jornalistas palestinos estão entre os 11 mortos em novos ataques israelenses em Gaza O Post não revelou o número de postos eliminados, mas o New York Times informou que aproximadamente 300 de seus 800 jornalistas foram dispensados. A publicação abriu mão de toda a sua equipe de Oriente Médio, e também de seu correspondente na Ucrânia baseado em Kiev, apesar da continuidade da guerra com a Rússia. Os departamentos de esportes, gráficos e notícias locais foram drasticamente reduzidos, e o podcast diário da publicação, Post Reports, foi suspenso, segundo a imprensa americana. Centenas de pessoas se reuniram na quinta-feira em um protesto em frente à sede da publicação no centro de Washington. O Washington Post é famoso pela investigação que causou a queda do presidente Richard Nixon no escândalo de Watergate e foi laureado com numerosos prêmios Pulitzer. O Wall Street Journal informou no mês passado que 250 mil assinantes digitais cancelaram o Washington Post quando sua direção se negou a tomar posição antes das eleições presidenciais de 2024, vencidas por Donald Trump. Além disso, o jornal perdeu cerca de 100 milhões de dólares em 2024 (R$ 523 milhões, na cotação atual) devido à queda de receitas com publicidade e assinaturas.",
"title": "CEO do jornal americano Washington Post deixa cargo após onda de demissões"
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