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  "textContent": "\nCom a frase “Iwakuru koendâ arâ aron” — que, na língua bakairi, significa “Simpatia é quase amor” — estampada nas camisas, o bloco Simpatia É Quase Amor tomou as ruas de Ipanema com um desfile em homenagem aos povos originários e em defesa da diversidade e da democracia. Criado em 1985, o bloco, um dos mais tradicionais do carnaval de rua do Rio, voltou a se concentrar na Praça General Osório neste sábado, a partir das 14h. Às 16h, seguiu em cortejo pela orla, em direção ao Posto 9, arrastando milhares de foliões. Simpatia É Quase Amor: Expedição de autoconhecimento leva grupo de mulheres ao bloco Pré-carnaval: Céu na Terra e Bloco da Favorita abrem o sábado de pré-carnaval no Rio No alto do trio elétrico, Milton Cunha literalmente brilhava. O comentarista e carnavalesco desfilou adereçado, com uma coroa de penas que imitava um cocar indígena, em sintonia com o tema do desfile. Os instrumentistas também incorporaram elementos semelhantes aos figurinos, reforçando a homenagem visual que dialogava com a temática. Ao redor da praça, as ruas ficaram tomadas por um público diverso. Havia foliões de todas as idades, de idosos que acompanham o Simpatia desde os primeiros anos a grupos de jovens que estreavam no bloco. Entre eles, muitos turistas estrangeiros e visitantes de outros estados, atraídos pela fama do desfile como um dos mais tradicionais e engajados do carnaval carioca. Nem a chuva mais intensa foi capaz de dispersar a multidão. Pelo contrário: sob capas improvisadas e fantasias encharcadas, os foliões seguiram cantando e dançando, mantendo o clima de celebração. Dentro da corda, desfilaram os fundadores e integrantes que participam do bloco ano após ano, como manda a tradição. Co-fundadora do Simpatia É Quase Amor, Vera Batista explica que o tema deste ano dialoga com a ideia de uma aldeia global e com pautas históricas do bloco. — A gente fala da aldeia global, da diversidade, e, como sempre, de política, de liberdade, de afirmação e de decisão — afirma. — O carnaval é uma festa popular, uma festa que nasceu das comunidades celebrando a vida. E, nesse momento, o mundo inteiro deveria se juntar para defender a democracia. Por isso é importante que o carnaval toque em temas de interesse do Brasil e do mundo. Vera Batista e Luciana Nóbrega, co-fundadoras do bloco Simpatia É Quase Amor Sophia Lyrio Segundo Vera, o Simpatia nunca se esquivou de assumir posições políticas. — O objetivo do Simpatia, assim como de outros blocos que nasceram na mesma época, era lutar contra a ditadura. E nós vencemos — diz. Entre os fundadores que desfilaram estava também Luciana Nóbrega, de 87 anos. De bengala e enfrentando a chuva, ela acompanhou mais um carnaval do bloco que ajudou a construir. — Eu estou aqui todo carnaval. Já fui da diretoria, passei por diversos cargos. Isso aqui, para mim, é uma família — resume. Initial plugin text",
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